6 de setembro de 2015

Capitulo 7


- As novidades são: Vou ser promovida no estagio, ou seja mais trabalho, mais tempo fora de casa e nesse mais tempo fora de casa vou começar a viajar durante a semana, ou seja mais responsabilidade de vocês – falei seria olhando pra elas enfatizando essa parte porque ainda estava indignada com elas – Entenderam essa parte?
- Sim, pode deixar que vamos melhorar Mary! – Sara disse.
- Não vamos faltar mais! – Carol disse – E que mais?
- Mais é vamos viajar! – falei e me calei
- Com assim?
- É assim, sabemos que o Luan vai fazer um tour pelo norte e nordeste certo? – falei empolgada já
- Certo! – Carol respondeu.
- Será que é o que eu tô pensando? – Sara disse.
- O que é que cê tá pensando?
- Vamos atrás do Luan em todos os shows? – falou com um brilho nos olhos e só escutei um grito. Comecei a rir da cara dela, tinha sido Carol e todos do restaurante olhavam pra gente.
- Isso, só que com uma coisa – elas pararam de fazer uma dança louca na cadeira – vocês não podem contar isso pra ninguém, nem pro papa! Ouviram?
- Pode confiar Mary! – levantaram a mão como juramento.
- Se é relacionado ao Luan não falo nem pro meu pensamento! – Sara disse e eu não pude deixar de rir.
- Certo…nós….vamos ficar nos mesmos hotéis que ele e a equipe toda! – falei rápido. Elas não sabiam o que fazer, vi os olhos delas brilharem como as estrelas em um dia de lua cheia.
- E ai o que tem pra me dizer? – falei apreensiva, sabia que elas iam amar, eu estava enlouquecendo por dentro já. Elas não falaram nada, apenas me abraçaram e ficaram dizendo varias vezes.
- Obrigada Mary! – falavam com a voz embargada.
- Me soltem, vocês estão me deixando sem ar – falei empurrando elas.
- Desculpa! – começaram a rir.
- Desculpadas! – dei um sorriso pra elas. Pedi uma agua, sabia que estavam nervosas com a notícia.
- Bebam! – falei dando a elas. Depois que se acalmarem com essa noticia veio as perguntas.
- Mary como vamos?
- Como conseguiu nos hospedar nos mesmos hotéis que o ele?
- Porque não nos contou antes?
- E a escola? Vamos faltar?
- Uoou parou ai a chuva de perguntas! – falei – vamos por partes, vamos de avião em todos os shows, e teremos um a carro a nossa disposição. – elas arregalaram os olhos - Não contei antes porque era surpresa né cabeçudas – falei dando língua e elas retribuíram - A escola de vocês, vou conversar com a diretora e a coordenadora de vocês e vai dar tudo certo – dei um sorriso - E referente à como eu consegui, seu eu contar como terei de colocar vocês em um hospício a base de remédios tarja preta alegando que estão tendo devaneios e que as pessoas a sua volta sofrem risco de vida. – falei seria.
- Tá essa parte do hospício dispenso! – Sara disse seria – Mas não acredito que vamos acompanhar o Luan e que vamos ficar no mesmo hotel que ele! – falou sorrindo e com lagrimas nos olhos.
- Velho sou louca, mas não precisa de hospício! – Carol falou seria, mas logo mudou a sua expressão, que foi para um sorriso de orelha a orelha – Não acredito ainda que teremos a oportunidade de ver o Rafa de perto.
- Vamos ver, apertar, beijar, se Deus quiser!
- Vamos sim! – falaram se abraçando, como eu amava colocar um sorriso no rosto delas, pra mim era o que eu queria fazer todos os dias da minha vida era fazer elas felizes, realizar todos os sonhos delas. Depois dessa noticia bombástica, elas ficaram tão eufóricas que nem lembraram de comer, ou fazer qualquer outra coisa a não ser imaginar os encontros com o Luan. Eu gostava de imaginar, mas nesse momento preferia que os meus sonhos que tive com ele se tornassem realidade e não apenas que ficassem no meu imaginário.
- Vamos?
- Mas já? – Sara disse.
- Vocês tem que acordar cedo e eu tenho que viajar hoje ainda! – falei levantando da mesa, já tinha pagado a conta.
- Hoje ainda? Mas os shows do Luan só começam daqui duas semanas! – Carol falou
- E qual foi a primeira noticia que eu dei? Que vou começar a viajar por conta do serviço e hoje é que começa! – falei cansada já só de imaginar a correria que seria.
- Mas…
- Nada de mas meninas, infelizmente terão que começar a andar mais pelas suas próprias pernas, sei que me querem por perto, mas tenho pagar as contas e vão me pagar mais por isso! – falei dando sinal pra um taxi que passava. Entramos disse ao taxista pra onde seria a corrida e os questionamentos continuavam.
- Mas Mary você vai pra onde?
- Voce vai fazer o que lá?
- Vai com quem?
- Ceis tão que tão hoje hein! Perguntadoras de plantão! – e elas riram
- É que nos preocupamos com você amor! – Sara disse, quase fui pro banco de trás abraçar e beijar elas.
- Seguinte pra ficar tudo bem claro: Vou pra Brasília em uma conferencia, vou com meu chefe porque vou ter que substituir ele daqui uns meses, ele vai ter que viajar pros EUA. Respondido todas as perguntas? – disse assim que vo que chegamos em frente a nossa casa.
- Sim todas as perguntas respondidas, por enquanto! – Carol disse assim que entramos dentro de casa.
- Então pronto, resolvido a parte da tão esperada surpresa né?
- Sim, mais do que resolvido! – Sara disse.
- Agora vão dormir, amanha ou melhor daqui a pouco é cedo pra vocês! E eu vou terminar de ajeitar a casa, deixar tudo pronto pra vocês e depois vou pro aero tá!
- Mas Mary não vai nem dormir? – Carol perguntou - Não amor, tenho que deixar tudo arrumado pra vocês, se der tiro um cochilo! Vou dormir no avião de boas amor! – falei dando um beijo na testa dela – Agora vai dormir, ade! – falei apontando pro quarto dela e ela foi com um bico enorme. – Que se ta me olhando assim? – perguntei pra Sara que tava parada me olhando.
- Vou sentir sua falta! – falou já chorando.
- Oh meu deuso! – abracei ela – não precisa amor, volto amanha/hoje a noite, nem vai parecer que viajei!
- Mas não é a mesma coisa! – ela disse me apertando mais.
- Ei tu vai me matar sufocada! – disse rindo e ela me soltou – oh preciso de você forte aqui, Carol se faz de responsável mas sabemos muito bem que ela não é! – falei olhando em seus olhos – Tá?
- Tá certo! – me abraçou de novo.
- Te amo pequena, não gosto de ver você chorando! – fique fazendo carinho nela ate se acalmar – vamos deitar vem – peguei sua mão e levei-a pra cama – deita aqui! – falei a fazendo deitar no meu colo – não vou cantar porque você sabe que minha voz é horrível, mas vou por o Obeso pra tocar e ficar aqui até você dormir tá? – disse fazendo carinho no rosto dela, vi que sua expressão de tristeza passou pra uma mais serena, enfim ela tinha dormido, tirei ela do meu colo e fui ajeitar a casa, tava uma zona aquilo, precisava deixar comida pronta pra elas janta delas. Depois de preparar tudo fui dormir um pouco.

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