(Narração da Mary – Vulgo primeiro dia de férias)
Estava num sono profundo, mas pra minha alegria fui acordada pelo telefone dele tocando, abri os olhos e vi aquela coisinha branca dormindo como um anjo e a cara toda amassada, suas pernas e braços estavam por cima de mim, chacoalhei ele pedindo o celular que apenas no automático me deu se jogando de volta em cima de mim e atendi.
- Alô?
- Luan? Ta em São Paulo é? Quero te encontrar meu gato! – na hora em que essa criatura iniciou a frase meu estomago já se contorceu todo e lagrimas vieram aos meus olhos – Alô? Luan? Ta ai gostoso? – me levantei com tudo o fazendo acordar assustado, joguei o celular nele e fui pro banheiro, fiquei ali trancada escutando ele esmurrar a porta me chamando.
- Me deixa quieta Luan! – tentei falar, mas saiu como um sussurro.
- Mary! Mary por favor, me deixa explicar! - entrei no chuveiro tentando esquecer tudo me deixando tranquilizar pela água quente. Depois de muito tempo sai do quarto e lá estava ele sentado na cama mexendo no celular, olhou pra mim e ficou me observando ir ate minha bolsa pra pegar uma roupa. Terminei de me arrumar e fui saindo do quarto.
- Aonde ocê vai com essa mala? – perguntou, olhei pra ele seria até demais, o olhar dele estava triste, vermelho, imagina os meus como não estavam.
- To indo pro lugar que eu não devia ter saído! – respondi seca e continuei andando, senti ele me abraçar por trás e tirar a mala da minha mão.
- Para de coisa Mary! – ele disse me apertando.
- Me solta, por favor! Não to a fim de brigar ou algo do tipo, nem muito menos falar sobre o que aconteceu há pouco tempo! – me virei pra ele que não me soltou.
- Não posso deixar você ir assim!
- Claro que pode e vai! – tentei me soltar.
- Não! Vamos conversar poxa, me deixa explicar! – pediu.
- Explicar o que Luan? Já ta tudo mais que explicado pra mim, você me vê como mais uma peguete, uma idiota que quando você diz ‘Vem me ver’ a tonga aqui vai! Que você usa e abusa não é? Não obrigada já sei de tudo isso! – disse me soltando e andando de um lado pro outro com lagrimas caindo - E o pior é que a idiota acreditou em você, acreditou nas palavras que você me disse, mas claro burra eu em acreditar que você se interessaria por uma estudante, que não tem aonde cair morta, que estagia na empresa dos pais, mora com uma amiga e que não tem nada a agregar na sua vida! Mas preocupa não, eu sei quando é a hora de colocar meu time fora do campo! – ele me pegou pelas pernas e me colocou na cama sentada.
- PORRA LUAN! – gritei.
- Cala a boca que você ta só falando merda! – ele disse me fazendo arregalar os olhos – Você já falou demais! Agora é minha vez – me olhou serio e começou a andar de um lado pro outro nervoso – Pra que tu foi atender meu celular?
- PORQUE ESSA BOSTICA ME ACORDOU!
- Deixasse tocar oras mais! – reclamou - Porque você tem que ser tão geniosa hein? Porque você sempre tem que sair correndo dos cantos quando os problemas aparecem? Porra! Você me deixa doido desse jeito!
- Eu te deixo doido? – levantei - Faz favor Luan vai cuidar da tua vida e me deixa ir! – fui em direção a ele - Esse é meu jeito e isso eu nunca escondi de você, eu saio pra não acontecer isso que ta havendo agora, uma discussão onde os dois estão nervosos e falam coisas sem pensar – fui saindo, mas ele me segurou – Porra velho me deixa que saco não quero ficar aqui mais! – comecei a chorar e ele me abraçou.
- Escuta aqui – segurou meu rosto firme – Essa ligação não significa nada do que você ta pensando nessa tua caxola, sim eu já fiquei com essa menina algumas vezes, mas não depois que a gente se conheceu! – fiquei em choque – Entenda de uma vez por todas Mary você roubou meu coração de verdade! – me olhou profundo nos olhos.
- Você mente bem pra burro! – disse rindo e ele ficou sem reação – Mas a idiota aqui acredita nessa sua mentira toda! – o abracei e ele começou a rir.
- Só me diz uma coisa! – me soltou secando minhas lagrimas – Porque tu complica tanto as coisas?
- Sei lá, eu sou assim e sempre fui assim! – ri sem jeito.
- Me promete que independente a situação vamos sentar e conversar sempre? Sobre tudo? – ele pediu com cara de neném.
- Ih não garanto nada Cantor!
- Jura? – me deu o dedo mindinho.
- Juro, juradinho com o dedo mindinho que tentarei não sair correndo e não te capar na unha! – ele arregalou os olhos rindo.
- Ce não seria capaz?! – me olhou confuso.
- Tenta a sorte! – peguei nas partes dele e apertei – Arranco na unha sem dó nem piedade! – disse sorrindo sarcástica e ele logo tratou de tirar minha mão dali e segurar elas acima da minha cabeça me dando selinhos pelo rosto.
- Ocê…deixe…de..ser…ciumenta! – me deu selinhos em quanto falava.
- Eu…não…deixo..porque…to…cuidando…do…que…é..meu! – fiz o mesmo com ele, que me soltou e foi me empurrando pra cama se jogando em cima de mim.
- Quer dizer que sou seu é? – cheirou meu pescoço dando beijinhos junto.
- Sim! – o abracei – Todo MEU, só MEU e das negas APENAS! – beijei seu pescoço e ele se arrepiou.
- Ponto fraco! – reclamou.
- Eu sei, por isso mesmo! – dei varias mordidas de leve.
- Não provoca! – pediu roçando sua intimidade na minha e eu acabei gemendo com o ato dele.
- Por quê? Você ta tão lindo assim só de cueca, porque não aproveitar? – perguntei cruzando minhas pernas na cintura dele puxando ele mais pra mim fazendo nossos corpos colarem mais.
- Porque já ta de dia e a Mamusca já acordou! – quis levantar, mas soltei o peso do meu corpo o fazendo deitar em cima de mim de novo com a cara nos meus peitos.
- Tem certeza? – passei a mão na nuca dele que me cheirou e se soltou de mim.
- Tenho! Não muita, mas tenho! – disse rindo e indo pro banheiro correndo. Comecei a rir dele que cantava, ou melhor, gritava no banheiro alguma musica, fiquei esperando ele se arrumar todo e descemos tomar café com todos da família e tivemos uma surpresa quando entramos na cozinha.
- Fala Boizera! - cumprimentou o amigo - E aí Parça! - abraçou o outro - Fala Chubaca! - deu um toque de mão com o terceiro e eu parada igual uma tonga na porta - Quem são essas princesas? - perguntou se referindo as duas moças que acompanhavam eles, moças essas que eu conhecia bem
- Suas vacas, viadas porque não me falaram! - disse indo até elas.
- Peste! - Betth veio até mim correndo me abraçar.
- Mana! - Kami veio em seguida e não me largou mais me abraçando de lado, os rapazes que eu falei eram simplesmente Lucas Lucco, Dudu Borges e o Rafael Frare namorado da Bruna.
- Eu até tentei te ligar, mas você não atende! - Kami justificou.
- Devia ta ocupada né! – Lucas disse rindo e Kami olhou feio pra ele.
- E desde quando vocês se conhecem? - Luan perguntou me olhando curioso.
- Deixa eu ver fãs de um certo cantor aí, vulgo Luan Santana faz uns 2 anos né? – Betth respondeu olhando pra gente e rindo foi sentando ao lado de Dudu que logo trocaram caricias.
- Tendi muié Tendi! - ele disse de boca cheia.
- Ô educação! – reclamei.
- Ce não me disse que era fã do Parça Coisa! - Lucas reclamou pra Kami.
- Huuumm - olhei pra ela que tava vermelha.
- Quieta! Depois te falo! - ela disse me olhando e rindo – Que eu me lembre tu não me perguntou xarope! - ela disse me soltando e sentando ao lado dele.
- Vem pra cá gordosa! - me chamou pra sentar ao lado dele.
- Gorda é tua bunda! - reclamei - Oi Rafa! - o cumprimentei e ele assentiu apenas.
- Eles brigaram pelo jeito! - Luan cochichou no meu ouvido. E com um clima de descontração e muita brincadeira tomamos café e ficamos conversando até Dona Mari e Seu Amarildo chegarem cheios de sacolas.
- Deixa que eu ajudo! - fui até ela pegando algumas sacolas.
- Não precisa minha filha! - ela sorriu me dando algumas.
- Faço questão! - peguei e segui com eles conversando animadamente.
- Olha temos visita e ninguém me avisa! - ela disse olhando pra Luan e Bruna que estavam sentados conversando.
- Desculpa Mamusca! - Bru começou - É que foi de última hora! - ela disse fazendo uma cara fofa que fez Dona Mari rir. Seu Amarildo tratou de levar os homens pra ajeitar o churrasco e as mulheres ficaram na cozinha, que depois de muita insistência deixou a gente ajudar.
- Já terminamos! – Luan entrou avisando.
- Já tá quase tudo pronto aqui também filho! Falta só a salada né Mary?
- Sim! – sorri pra ela – Tô só colocando a cenoura em cima!
Assim que terminei levamos todos os pratos prontos pra mesa, tinha arroz colorido, salada de alface, tomate e cenoura, farofa de bacon, maionese e o bom e velho churrasco, Seu Amarildo fez uma costela assada de derreter na boca. Almoçamos e passamos a tarde conversando nada, no meio de brincadeiras saiu umas revelações.
- Boi tu lembra daquela vez que tu ficou com a Jessica? – Dudu disse e eu fiz ouvido de mercador, cada uma de nós estava sentada em uma espreguiçadeira e eles estavam deitados nas nossas pernas.
- Aquela loira gostosa? Que que tem? – Luan disse empolgado.
- Ela me ligou hoje convidando a gente pra ir pra balada, uma nova que ela ta inaugurando hoje!
- Show! Bora gata? – olhei pra ele seria e fechei os olhos fingindo dormir – Mary! – beijou minha coxa – Por favor, vamos! – abri os olhos e olhei pras meninas e Bruna que riam da situação.
- Eu acho que a Loira gostosa não vai gostar da minha presença lá não! – respondi seca e só ouvi o ‘Uuuuuhh’ do pessoal.
- Ciúmes serio? – ele reclamou sentando.
- Não! Não! Imagina apenas retribuindo a sua falta de respeito! – levantei e sai precisava beber uma água, não fugi como das outras vezes e sim estava com sede mesmo.
- Porque você faz isso?
- Ué não posso mais beber agua não?
- Não se faz de sínica Mary!
- Fala logo que ce quer!
- Bora pra balada!
- De verdade?
- Sim! Faz tempo que não sei o que é sair, ainda mais com amigos e com você!
- Se vai te fazer bem! Vamos sim! – respondi rápido, dei um selinho nele e fui chamar as meninas pra nos arrumarmos.
- O que ce ta aprontando Mary? – Betth me perguntou já pronta com um shorts preto curto, camisa preta de botão com um nó mostrando o umbigo e um salto preto fechado.
- Quem eu? Nada! – disse rindo enquanto me maquiava.
- Fala logo! – Kami pediu enquanto fazia baby lis nos meus cabelos.
- Ué ele não quer tanto ir pra balada? Ver a tal da loira gostosa? Então vamos ver a tal loira, mas ele vai ter que aguentar a MORENA GOSTOSA! – disse e elas começaram a rir.
- Você não presta guria! – Kami disse.
- Claro que presto! – começamos a rir e terminamos de nos arrumar. Kami estava com um vestido branco com um decote em ‘V’ bem marcado, curto na frente e grande atrás, as costas eram bem abertas. Eu estava com um vestivo floral tomara que caia curto, salto preto, maquiagem escura nos olhos e um batom pink na boca. Assim que descemos começou o falatório de que estava curto a minha roupa, que mostrava demais os peitos da Kami ou que Betth estava com as pernas demais de fora.
- Ceis vão ficar de frescura ou vão ir com a gente! Porque se ficarem de mimimi nós vamos sozinhas! – eu disse determinada já pra sair e olhando da porta seria pros três que cederam e fomos pra tal balada, cada um em seu carro, porque de lá Dudu iria pro estúdio junto com Betth pra trabalhar em algumas musicas e Lucas com Kami iriam pro escritório do F&S pra resolver as coisas do DVD dele. Chegamos à balada e já estava com uma fila enorme, Dudu foi à frente e falou com os seguranças que liberaram a nossa entrada, seguimos para um camarote exclusivo pro Cantor Luan Santana e convidados. O local parecia ser bem animado, o DJ tocava musicas eletrônicas quando chegamos, os camarotes eram interligados pelo bar, o qual hoje por ser noite de inauguração não economizava nas bebidas oferecidas, todos menos eu foram buscar a sua.
- Ce não quer nada? – Luan perguntou enquanto me abraçava por trás.
- Não bebo! – disse e ele ficou me provocando com o copo – Pega uma agua pra mim! – pedi e ele foi, fiquei ali conversando com as meninas e os minutos se passavam e nada do Luan voltar com a minha água. Procurei-o até aonde minha vista alcançava. ‘Deve ter sido parado por alguma fã’. As meninas já estavam mais pra lá do que pra cá, já tinham virado cerca de sete doses de tequila, fora os drinks que os garçons passavam dando, estávamos próximo a grade e o DJ começou a tocar sertanejo e foi ai que elas se soltaram mais, Kami se apoiava na grade e descia até o chão, Betth tentava fazer o mesmo mas trocava as pernas na hora de descer e eu me acabava de rir gravando vídeos delas. Elas logo me puxaram e fizemos um trenzinho descendo até os chão as três juntas. Meus olhos correram procurando os meninos e encontrei eles encostados no balcão do bar de braços cruzados olhando pra gente, não perdendo a oportunidade chamei as meninas e propus de dançarmos pra seduzir eles e dito e feito eles ficaram loucos, mas não vieram até nos coisa que não achei ruim porque a provocação iria só aumentar. No bar vi Luan sendo abordado por uma loira com um vestido hiper apertado e curto, os meninos todos olhavam com cara de desejo, mas ela só ia pra cima do Luan, deduzi ser a tal de Jessica. O DJ começou a tocar um arrocha do Bruninho e Davi: Imagina com as amigas.
“Se ela sozinha já é um perigo
Imagina com as amigas
Separa que é briga
Se ela solteira já é um perigo
Imagina com as amigas
Separa que é briga”
No refrão nós nos soltamos, senti uma mão grande na minha cintura e continuei dançando, de repente me sinto carregada por alguma coisa e me vejo no chão, quando dei por mim Luan estava em cima de alguém dando socos, gritei chamando ele mas nada, decidi me meter no meio, mas acabei sendo acertada no rosto pelo rapaz que Luan batia e isso foi mais uma coisa pra ele desfigurar a cara do mesmo.
- Vem por um gelo nisso ai amiga! – alguém me puxava.
- Cade o Luan? – perguntei confusa.
- Os meninos foram separar, jájá ele ta por aqui – foi Kami terminar de falar e eu senti alguém me abraçando e logo reconheci que era ele por causa de seu perfume.
- Não precisava daquilo! – briguei de olhos fechados contendo a dor no maxilar.
- Não quero falar disso agora! Vamos pra casa! – ele me pegou pela cintura e saímos do local, nem deu tempo de eu me despedir das meninas que pela confusão devia ter passado o porre. Assim que chegamos subimos direto pro quarto dele, quando olhei bem pro seu rosto ele tava todo inchado, supercílios cortado, canto da boca cortado, nariz sangrando, mãos machucadas.
- Luan pelo amor de Deus você está todo machucado anjo! – toquei em seu rosto e ele fez careta – Deita ai que vou pegar as coisas pra limpar isso! – fui até o banheiro dele peguei os curativos e voltei, eu tentava ao máximo fazer tudo de leve.
- Ta doendo! – ele reclamou.
- To fazendo devagar criança, mas ta difícil porque o sangue secou!
- Da que eu faço! – pegou o algodão da minha mão.
- Não você vai machucar mais do que tá! Espera que to quase terminando! – finalizei de limpar com soro, coloquei mertiolate, gases e fita. – Pronto chorão! – beijei o ferimento.
- Obrigada amor! – fez bico e beijei.
- Porque daquela confusão toda hein? – perguntei deitando só de calcinha na cama e me apoiando no peito dele.
- Ai! – reclamou – Dói ai também! – me afastei e sentei de frente pra ele cobrindo meus seios com o travesseiro – Porque ele estava se aproveitando de você! – se defendeu.
- Mas não era você que estava atrás de mim? – perguntei incrédula.
- Não! Eu estava no bar conversando com os meninos e por um momento em que a Jessica veio conversar com a gente, você saiu da minha visão e deu no que deu! – a cara dele era de raiva, preocupação e tristeza.
- Ah a Jessica! – fechei a cara – Certo! – me deitei de costas pra ele bufando.
- Não faz assim! – me puxou pra ele.
- Eu a vi se jogando pra você e você lá todo dado pra ela! – reclamei
- Eu não tava todo dado, só não sabia como sair de lá! Ela era a anfitriã da casa, não podia deixar ela lá a ver navios.
- Ela não podia, mas eu posso né? Certo, você tem desculpa pra tudo!
- Não é desculpa Mary! Por favor, sem brigas essa noite! – beijou minhas costas – Passamos um dia tão lindo juntos, ocê e minha família e amigos, tivemos uma noite conturbada? Sim tivemos, mas não vamos deixar que isso acabe! – me abraçou forte colocando suas mãos em meus seios.
- Não to no clima Lu!
- Tudo bem! Só vira pra mim e deita aqui! – bateu na barriga dele pra eu deitar.
- Só escuto barulhos de fome! – ele começou a rir.
- É porque to com fome! Bora comer?
- Comilão! – dei língua pra ele. Descemos pra fazer algo pra comer, depois de alimentar a lumbriga que tem na minha e na barriga do Luan, subimos e dormimos agarrados de baixo das cobertas.
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