Final de dezembro chegou com tudo junto com meu aniversario, sou sortuda e nasci no dia 30 de dezembro, sorte a minha essa viu só que não. Luan para a minha alegria está fazendo show nesse dia e no ano novo, e eu não poderia acompanhar-lo porque minha querida mãe (ironia) marcou um jantar pra comemorar meu aniversario, ela não sabe exatamente sobre mim e Luan, depois da briga na balada houve uns boatos, mas nada que alarmasse muito as coisas, tendo também uma super ajuda da acessória do Luan pra que nada vazasse ainda, ta muito cedo para assumir algo que nem oficial é entre nossa família.
- Filha vem ajudar aqui! – minha mãe chamou da cozinha.
- To indo! – fui e auxiliei no corte das verduras pro jantar depois fui atrás do meu pai pela casa e não o achei, fiquei então pela varanda da piscina olhando a lua e lembrando os dias que eu passei na casa do Luan.
“-Ta vendo aquela estrela ali! – ele apontou pro céu.
- Qual? Aquela bem brilhante? – perguntei.
- É essa mesmo, bem do lado da Lua, ela é a primeira que aparece quando o sol se põe e ela tem um significado importante e engraçado pra mim! – ele disse sorrindo enquanto eu estava deitada em seu braço e fazia carinho em meus cabelos.
- Qual o significado?
- Olha nunca falei isso pra ninguém e é uma coisa tosca! – ele disse rindo.
- Diz logo bobão! To curiosa já!
- Tá, mas não ri, por favor! – fiquei olhando pra estrela enquanto ele falava – Quando era criança eu ficava lá no quintal de casa deitado na grama olhando pro céu e ficava meio que conversando com as estrelas! – ele riu
- Como assim?
- Tipo com essa que eu te disse, toda vez que eu perguntava em voz alta se eu seria uma pessoa boa ela aparecia pra mim como se fosse um sim e assim ia até aparecer todas as estrelas do céu! – comecei a rir – Que ce ta rindo?
- Tu é muito besta!
- Uai mais é verdade! – ele riu me abraçando.
- Sei! Ela também tem um significado pra mim! – eu disse olhando pra ele – Mas não só a estrela, mas a Lua.
- Qual? – virou olhando pra mim.
- Ah não fica me olhando! – tapei o rosto dele com a mão – Fico com vergonha! – ele começou a rir e mordeu minha mão – Assim, lá em casa tem um espaço bem grande e às vezes eu ficava observando a lua nos dias tristes em que a saudade apertava, saudade sua, dos meus familiares e eu me perguntava se algum dia eu olharia ela ao seu lado, como agora! – falei e me escondi no peito dele.
- Own meu deuso! – me abraçou rindo – Não sabia que ce era romântica! – me fez olhar pra ele.
- E não sou! – respondi rindo – Sou louca não esquece!
- Ce é romântica sim! – teimou – E eu amei conhecer esse seu lado! – me beijou”
Por instinto coloquei a mão na boca lembrando da sensação do beijo doce e quente dele.
- Cof Cof! – voltei a realidade com meu pai aparecendo.
- Oi! – disse sem graça.
- O que ce ta fazendo perdida por aqui fia? – disse sentando ao meu lado.
- Tava pensando na vida Pai! – respondi me encostando em seu ombro.
- Na vida ou no amor da sua vida? – olhei pra ele assustada e acabei me entregando. – Ah sabia! Quem é hein? Fala ai pro teu veio!
- Aff pai o senhor estraga tudo quando fala desse jeito!
- Você ainda não me disse! – insistiu.
- E nem vou dizer por que não tem ninguém! – respondi seria e saindo de lá, ele não pararia enquanto eu não falasse quem era já e daí vocês tiram de quem eu puxei a teimosia de querer saber as coisas. Entrei na cozinha e minha mãe conversava animadamente com Sara e umas amigas da faculdade, na sala alguns colegas da época da escola, amigas da igreja e mais gente da faculdade chegava, fui recepcionar todo mundo até a hora do jantar, comemos em meio a risadas e piadas sem graças do meu pai, minha mãe com seu jeito serio de ser, só dava patada no pobre que tentava colocar ela na conversa, mas ela nada de querer. Por fim terminamos o jantar e veio os parabéns junto com um bolo de prestigio com morango e chocolate de derrubar qualquer um que não goste muito de bolo. Tiramos fotos e mais fotos com o pessoal e ai que fui me dar conta que estava sem meu celular, procurei em todos os cantos e adivinha com quem tava? Meu pai e ele estava vasculhando tudo, porque não tinha senha no meu celular, coisa que a partir de hoje mudaria.
- Pai! – reclamei e ele escondeu e fez cara de criança quando é pega aprontando – Me devolve! – pedi.
- Devolver o que menina ta doida!
- Anda Pai, deixa de bagunça com a minha cara eda meu celular!
- Não to com ele – esticou as duas mãos pro alto.
- Da uma voltinha! – pedi e ele virou rindo, quando ele virou lá estava meu celular com uma capinha do bob esponja no bolso da calça dele. – Já sei que o senhor fuçou tudo por aqui, então não quero um ‘A’ sobre nada, depois à gente conversa! – dei um beijo nele e fui ver o tanto de coisa que tinha nele, mensagens e mais mensagens, notificação no instagran, facebook do pessoal desejando parabéns e pra variar ligações, mensagens de texto e de voz do Luan, Bruna, Dona Mari, Kami e quase todas as pessoas do planeta atrás de mim, porque o bonito do Luan não pensa em ligar pro telefone de casa da minha mãe. Tentei ligar pra ele, mas chamou até cair na caixa postal deduzi que ele estaria no show, mas não deu 5 minutos e ele retornou a ligação brigando comigo porque eu não atendia o celular, porque não respondia as mensagens e blá blá blá.
- Luan! – chamei calma – Luan – mas ele não parava de falar – LUAN! – gritei e todos da sala se assustaram, sorri sem graça e sai na varanda pra conversar com ele que ficou calado esperando eu falar algo – Poxa gordo colabora! Sei que você queria falar comigo, mas não precisa disso tudo! – respirei fundo.
- Desculpa! – pediu – Mas é que eu queria ser um dos primeiros a te dar parabéns e eu tô desde cedo tentando te ligar! – se explicou.
- Cedo quatro horas da tarde né? – perguntei e ele riu.
- Uai é o meu cedo!
- Ô e como é cedo! Mas deu né de chilique! – pedi e ele sorriu, eu podia ver o sorriso dele rindo da minha cara brava - Queria você aqui! – disse triste com a voz embargada – Sempre quis você nos meus aniversários e justo nesse que é o meu primeiro da gente junto você não está! – ele ficou calado, ouvia passos, abrir e fechar de portas, pessoas falando, mas ele não respondia – Luan? Ta ai?
- To sim! – respondeu rápido.
- Você ta ocupado né? Melhor desligarmos, não quero arranjar problema! – disse e ele me interrompeu.
- Olha pra baixo!
- Hã?
- Olha pra baixo! – repetiu e ao olhar pra baixo na sacada do sobrado eu o vi lá em baixo, todo lindo, achei que eu estava delirando, ‘Como ele encontrou a casa dos meus pais?’, nem esperei ele falar de novo sai correndo no meio da sala desci rápido as escadas, a porta estava fechada, fiz um gritaceiro até o Seu Zé um dos seguranças vir abrir e corri pros braços dele que me esperava com um buque de rosas vermelhas, uma caixa de chocolate e uma outra caixa que eu não sabia o que era, não me importei com nada e nem ninguém grudei no pescoço dele chorando.
- Não chora meu amor! – ele fazia carinho nas minhas costas e beijava meu pescoço.
- Você não podia ter feito isso comigo! – reclamei rindo – Olha meu estado? – ele riu – Podia ao menos ter avisa né? – bati no braço dele assim que nos separamos e ouvi um barulho ao olharmos pra cima todo mundo batia palma, gritava, assobiava, uns gravavam, outros batiam fotos, me escondi no peito dele que só fazia rir da situação. – Para de rir!
- Ué o que ce quer que eu faça?
- Não sei! – disse e ele colocou uma mecha dos meus cabelos atrás da orelha.
- Olha pra mim – pediu – Eu sei que eu só te fiz raiva hoje, alias hoje não esses dias todos, mas é por uma boa causa! Aposto que você sentiu saudade de umas pessoas não? – perguntou saindo da minha frente e a porta da vã se abriu e dali saiu Kami, Betth, Carol, Helo, Bruna, Dona Mari, Lucas, Dudu, traduzindo todo o povo conhecido e desconhecido, corri pra abraçar um por um e matar um pouco da saudade, todos iam me entregando presentes, palavras de carinho e muitos abraços.
- Seu gordo duma figa sem vergonha! – batia nele que ria – Você não tem esse direito! – briguei – Mas obrigada! Não sei o que seria da minha vida sem você! – e sem mais delongas ele enfim juntou nossos lábios selando e confirmando o que os dois sentem um pelo outro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário