24 de setembro de 2015

Capitulo 42

Voltamos pra casa depois de tudo, eu estava tão feliz que não conseguia conter meu sorriso no rosto. 
- Eita que a farra foi boa! – ouvi Lucas dizer rindo.
- Farra nada Luk, muito amor isso sim! – abracei Luan de lado e ele me deu um selinho.
- E ai o que vamos fazer hoje? – Dudu perguntou.
- Eu quero dormir! 
- Mas agora não vai, quem mandou se pegarem a noite toda! – Kami disse irritada. 
- Falou a que dormiu a noite toda né Mana, e essa marca no pescoço ai? 
- Vai tefude! – disse irritada tampando a marca.
- Sabia! – rir - Pow Luk tu sacaneia a menina! 
- Já pedi desculpas, mas ela só faltou me matar lá no quarto! 
- E você Mana? Que marca é essa na tua perna? – Betth perguntou apontando pra minha coxa. Quando olhei estava a marca dos dentes do Luan certinha e muito vermelho, certeza que vai ficar roxo.
- Olha Luan se a noite não tivesse sido perfeita eu iria te matar agora, mas como foi? Vai pegar gelo pra mim e prepara meu café?
- Muié foi só uma mordida, não é pra explorar não! 
- Vai ficar sem mais nada até o final da viagem! – bastou isso pra ele sair correndo e ir pegar o gelo. 
- O que uma ameaça não faz! – Betth riu.
No meio de muita risada decidimos ir passear pela cidade seguindo um roteiro feito por um amigo do Luan. Primeiro fomos ver peixinhos em um aquário enorme que tinha por lá e era ponto turístico da cidade, tiramos algumas fotos lá dentro e depois fomos almoçar em um clube que o Tuca nos indicou e assim passamos o primeiro dia em Noronha. 
No segundo dia Luan queria porque queria mergulhar e passou o verme pros meninos e lá fomos nós pra um dos lugares mais lindos que eu já vi. Encontramos Tuca na Marina onde fomos em uma lancha até uma ilha que tinha ali perto. O lugar é paradisíaco, mar verde cristalino, a gente consegue ver os peixes nadando tranquilamente.
- Certeza que vocês não vão? 
- Certeza Luan, não sou muito fã de mergulhar não! – Kami disse ajudando Lucas e se despedindo dele.
- Certeza amor! Nunca fiz isso e não quero te prender de ir explorar tudo! – disse ajudando ele a fechar a roupa de mergulho.
- Tudo bem, mas cuidado viu! – me deu um selinho.
- Cuidado você nesse marzão ai! Não vai muito longe ta?
- Pode confiar amor! – disse antes de pular e mergulhar, Lucas e Dudu estavam radiantes com o passeio. 
- Esses três vão voltar pior que criança na escola! – Kami disse deitando em uma espreguiçadeira na ponta da lancha.
- Quero só ver as fotos que eles vão tirar! Deve ser tão lindo lá em baixo! – Betth disse – Queria ter ido!
- E porque não foi? Luan perguntou quem queria ir! 
- Sei lá, preferi ficar com vocês! 
- Own meu deuso, tão amorosa! To até estranhando! – ri e ela me deu dedo.
- O namoro com o Dudu ta amansando a fera! – Kami disse rindo e eu só vi uma almofada voando pro lado dela. Ficamos ali fuxicando, pegando sol, comendo uns petiscos que os funcionários que estavam na lancha vinham nos servir, até que percebo que as meninas dormiram então relaxei e dormi também. 
Assim que acordei Luan e os meninos já tinham voltado, ele me puxou pra ver as fotos que eles tiraram durante o mergulho, cada imagem mais linda que a outra, as imagens mostravam tartarugas, arraias, peixes de diversas cores, corais e vegetações de varias cores que dava a sensação de paz. Depois voltamos pra casa, tomamos um banho e saímos para um barzinho que tinha ali perto. Os dias seguintes seguiram tranquilos, nos 3ultimos dias Tuca convidou a gente pra participar do cuidado com os ninhos das tartarugas do projeto Tamar.
- Amor vem acorda! – acebei dormindo, o ninho que estávamos cuidando era um em que as tartaruguinhas estavam prestes a nascer.
- Elas já estão nascendo? 
- Já sim olha! – ele disse apontando pro chão de onde se via a areia mexendo e aos poucos se via uma ou duas cabecinhas se mexendo – Olha como é lindo amor! – ele disse empolgado.
- Sim amor é lindo, a dadiva da vida é maravilhosa! – sorri beijando sua bochecha. Aos poucos mais e mais tartaruguinhas saiam do meio da areia e seguiam para o mar, o sol foi dando as caras e aos poucos os predadores também foram acordando, me distrai em ajudar uma delas a sair do meio da areia, quando me dei conta Luan estava correndo pela praia espantando os pássaros que estavam sobre voando a gente.
- Luan cuidado! 
- Muié esses pássaros tão me tirando! – disse correndo nas pontas dos pés pra não pisar em nenhum bichinho e eu me acabando de rir
- Luan homi para as tartarugas todas já foram – ele parou e olhou ao redor
- Eita é mesmo! – coçou a cabeça rindo.
- Lerdo! Vem vamos que quero dormir.
Puxei ele e voltamos pra casa.






Algumas fotinhas da viagem à Noronha 


A casa em que eles estão e o momento do por do sol!




Capitulo 41


- Tudo isso pra gente amor! 
- Mas…amor! 
- Não tem, mas anjo, é tudo pra gente aproveitar cada momento desse lugarzão juntos! Quero aproveitar cada minuto ao seu lado pra que seja inesquecível! – me beijou.
- Bobo, só de estar ao seu lado já é algo inesquecível! 
- Vem tem tudo que ce gosta e um champa pra gente brindar a nossa primeira noite em Noronha! – ele falou empolgado e me fez sentar em um dos puf’s colocou o champanhe nas taças, me entregou uma taça com uma cereja dentro. – Tim…Tim! –disse tocando as taças.
- Um brinde ao nosso amor! – cantarolei
- Um salve pro destino
Gostei demais quando você chegou sorrindo
Bem vinda paixão
Agora mora no meu coração
A música embala
Um doce beijo em luzes de neon
Seu cheiro de pecado
Vem, desperta em mim meu lado bom
Desejo entra em ação
Timidez escorre pelas nossas mãos
Na hora em que eu te amo
Oh oh oh oh
Na hora em que eu te amo
Oh oh oh oh
é tanto fogo excitação
Incendeia meu coração – cantou me dando beijos pelo pescoço e colo. 
Ele foi me deitando e passando as mãos pela parte interna da minha coxa chegando na minha intimidade que por sinal já estava pedindo por ele, por eu estar de camisola facilitou o que ele queria, senti um baque e vi ele sorrindo olhando pra minha cara de assustada, mais uma calcinha pra cota dele.
- Era minha favorita amor! – reclamei vendo um fio de seda na mão dele.
- Vai pra caixinha! – sorriu e tirou a sua camisa e shorts – Hoje e sempre você vai ser só minha!
- Bobo, eu já sou toda sua! – sussurrei mordendo o lábio inferior.
O que fez ele me puxar encaixando minhas pernas em volta da sua cintura o senti duro roçando em mim, me fazendo soltar um gemido baixo e rouco em seu ouvido, o senti mais duro do que já estava, iniciamos uma batalha de beijos, mordidas, Luan dava tapas na minha bunda e pressionada minha cintura para baixo aumentando nosso contato. Trocamos de posição e fiquei por cima tirei sua cueca e ele me olhava suplicando algo, em troca de olhares sabia o que ele queria, mas não seria tão fácil assim. 
- Cobre os olhos! – pedi entregando minha camisola pra ele.
- Não amor, eu quero ver! 
- Luan! – ele fez bico e amarrou em seus olhos – Agora deita e não quero um pio. 
- Oh muié! 
- Silencio Rafael… só aproveita! – disse passando minhas unhas de leve próximo aonde seria meu objetivo.
- Não judia – respirou fundo – por favor! 
- Xiu – mordi seu lábio e o provoquei o fazendoele dar um gemido de suplica.
Fiz o mesmo processo umas duas vezes, comecei a beijar sua coxa e toda a sua extensão, o coloquei todo na minha boca, o gosto no inicio era estranho, mas poderia me acostumar com isso, escutei um gemido alto dele.
- Isso May…Não para por favor…- pegou meus cabelos em um rabo de cavalo guiando o ritmo – Nã…Não…Isso amor…Aaahhhh… Porra mulher tu fode tão gostoso…Isso…To quase lá…- segurou minha cabeça me fazendo parar – Vamos terminar, mas do meu jeito! – me beijou bruscamente já encaixando em um ritmo rápido e forte, sabia que estamos sozinhos naquela praia o que fez nos soltarmos mais. Chegando ao ápice amoleci em cima dele que continuou a entrar e sair devagar e massagear meus seios me dando leves beijos no pescoço. 
- Eu te amo! – ele sussurrou aumentando o ritmo cruzei minhas pernas aumentando o contato.
- Eu te amo mais! – mordi seu ombro – Não para…por…favor! – pedi e foi a vez dele soltar um gemido alto e forte deitando comigo em cima de seu peito. 
Respiração forte e descompassada, coração acelerado, suor pingando pelo corpo era o estado que estávamos, acabei adormecendo em cima dele depois que nos cobriu com um lençol. 
- May…May acorda! 
- Não Lu, me deixa dormir! 
- Anda amor, o sol ta nascendo! 
Quando abri meus olhos o vi sentado em um edredom verde sorrindo enquanto eu me aproximava, sentei no meio de suas pernas e me cobri, a brisa da praia estava quentinha, o sol veio com a sua calma e tranqüilidade. Aquele seria uma das paisagens e momentos da minha vida que eu queria lembrar pra sempre.

Capitulo 40


- Não acredito que vamos perder o vôo Luan! – reclamei 
- Calma amor, já estamos chegando. 
- Você me pede calma, depois de ter me feito esperar mais de meia hora pra você arrumar esse seu cabelo? Poupe-me.
- Own muié braba essa que tenho viu! – disse descendo do carro e me ajudando com as malas, nos despedimos do Pai dele e de Bruna que vieram nos deixar, dessa vez ela não iria conosco.
Seguimos direto pra área em que faríamos o check-in e ficamos aguardando chamarem o nosso vôo, o pessoal foi chegando aos poucos e minha ansiedade aumentava cada vez mais de estar logo em Noronha. 
- E ai Mana ansiosa? – Kami perguntou.
- Muito, chega ta dando borboletas no meu estomago.
- Isso é fome amor! – Luan se meteu na conversa.
- Se intrometa na conversa dos outros não o enxerido! – dei um peteleco nele.
- Ei isso dói! 
- E é pra doer mesmo meu fi! E aquiete o facho, vá conversar com os meninos vá! – empurrei ele que saiu bicudo, reclamando pro meninos que eu tava chata esses dias.
- Uai Mana que ta havendo pra tu ta tão arisca assim? 
- Ai Kami nada – ri – To só irritando ele, e to com sono não dormi nada essa noite! 
- Eita safada! 
- Quem eu? Nunca na vida! – ri.
Ficamos conversando por algumas horas, até que nos chamaram e partimos, depois de umas 2 horas de vôo enfim chegamos a Noronha. Sabe o que é você chegar a uma cidade paradisíaca? É ir pra Noronha, parece que estamos em um mundo mágico ou em alguma novela das oito. Cada detalhe é meio surreal, as casas parecem aquelas estilo havaianas com muitas arvores em volta e meio escondidas por conta da vegetação. As ruas de areia, as pessoas com roupas floridas, bem bronzeadas, aparentando ser um estilo meio ripe moderno, tem coisas “civilizadas” digamos assim, mas para onde nos levaram era tudo nesse estilo. Paramos em frente a uma casa toda de madeira, com uma varanda. 
- Ta gostando amor? – Luan me abraçou por trás enquanto eu observava tudo dentro da casa.
- Adorei ta tudo muito lindo… Olha essa paisagem! – corri me soltando dele indo até a varanda de trás da casa onde podíamos ter a visão do sol se pondo e se escondendo pela imensidão do mar, ele me abraçou por trás novamente e ficou beijando meu pescoço, virei ficando de frente pra ele e nossos olhos ficaram se encarando por algum tempo, ele começou a chegar mais perto, mais perto…
- MANA ME AJUDA AQUI! – Betth entrou carregada de coisas, apenas o olhei e ele assentiu indo ajudar também.
- Que tanto tem aqui hein Betth? 
- Só minhas coisas Luan! – riu
- Ei Boi ela trouxe o estúdio todo na mala viu, cuidado! 
- To sabendo Boi, to sabendo! – vi Dudu rindo e balançando a cabeça negativamente.
- Uai gente sou indecisa com roupa! 
- E como né Betth! – Kami entrou com Lucas em seguida com mais malas que eu e Betth juntas.
- Falou a que coloca a primeira roupa né Kami! – ri e ela fez cara feia – Os quartos são lá em cima, meninos boa sorte em levar tudo! – puxei elas pra varanda e ficamos por lá conversando.
- Cansei! – Luan se jogou no meu colo.
- Não quero mais brinca! – Lucas disse deitando no colo da Kami como um neném e encaixando o rosto no pescoço dela.
- Uai cadê o Dudu? – perguntei já imaginando a resposta.
- Ta lá em cima com a Betth! – Luan respondeu rindo.
- Eita que a noite promete, acho que a casa não vai aguentar não! – Lucas disse olhando sapeca pra Kami e ela ficou vermelha.
- Se não aguentar a gente vai pra praia né amor? 
- LUAN – cobri meu rosto – CALA A BOCA PIÁ! – e todos caíram na gargalhada. 
- To com fome, mas não de comida! – me olhou de canto de olho e escutei um ‘Huuuummm’ de Lucas e Kami.
- Vão se catar vocês dois! – dei língua – E tu aquieta o facho que não tem nada essa noite pra ti não! – falei brava.
- Perdeu Boi, falou demais! 
- Vai tomar no teu… – dei um tapa em seu braço.
- Ó a boca suja menino! 
- Malz – deu um sorriso falso. 
Por termos chegado no fim da tarde já, ficamos pela praia andando e conversando, ao voltarmos pra casa Betth e Dudu estavam com sorrisos de orelha a orelha, os meninos não perderam a oportunidade de zuar os dois jantamos e fomos “dormir”, ficamos nas preliminares bem quentes apenas e dormimos agarrados. Quando eu estava no meu sono mais profundo ele me acordou de madrugada, não estava com a mínima vontade de levantar depois de tudo que fizemos, mas ele insistiu tanto que acabei cedendo, me levou para praia onde de longe eu avistei uma tenda branca, com almofadas grandes vermelhas, uma mesa central com comidas.
- Pra que tudo isso Luan? – perguntei abismada.

Capitulo 39


(Narração Mary)
- Bom dia! 
- Bom dia gordinho! – disse sorrindo e ele veio me beijar, mas virei o rosto – Não Luan! 
- Somos namorados agora deixa disso! – me agarrou me dando um beijão me prensando na cama, fiquei que nem boba rindo e olhando pra cara dele – E ai o que vai querer fazer hoje? - perguntou
- Não sei o que você quer fazer? 
- Huumm…comer, dormir, jogar vídeo game e fazer um churras! – disse empolgado.
- Eita criança, escolhe três coisas que eu faço com você, tudo isso não da não tem que arrumar tuas malas pra viagem ainda.
- Vish tinha esquecido! – coçou a cabeça 
- Cabeça de vento! – dei uma pedalada na cabeça dele, que se deitou na minha barriga.
- Então é… – ele parou e ficou me olhando assustado – Acho que tem um monstro dentro de você! 
- Hã?
- É tem um monstro na tua barriga, pera ai que vou matar ele com cócegas! 
- Não… não…para..Lu…ann..- tentava pronunciar algo que fizesse ele parar – Eu..vou..mijaa..na..tua…cabeça! 
- To bom parou! – sentou na cama.
- Seu corno, agora quem disse que eu levanto pra ir ao banheiro! 
- Nem vem que não vou te levar folgada!
- Não te pedi nada! – levantei e fiz minhas necessidades e as higienes matinais. Sai do quarto e ele logo entrou pro banheiro.
- Não demora nesse banheiro Luan, to te esperando! 
- Você sempre esteve me esperando muié! – disse rindo e fechando a porta.
- Anda logo, por favor! To com fome poxa! 
Depois de uma meia hora, Luan por fim saiu do banheiro e podemos descer pra tomar café, para minha surpresa a gangue toda que participou da surpresa estava lá. 
- Brotaram aqui foi? – disse rindo e cumprimentando um a um. 
- Mas claro, não vamos viajar? – Kami disse rindo.
- Eu sei tonga! Mas achei que vocês iam pra “casa” de vocês! 
- Não, Tia Mari disse pra virmos pra cá, a gente ia acordar vocês, mas Luan pulou da cama! – Betth disse comendo um pedaço de pão. 
- Pulou mesmo hein filho! 
- Own mamusca nem dormi essa noite! 
- Imagino Pi como não dormiu! – Bruna fez cara de sapeca.
- Não dormimos né amor! – me abraçou de lado e cheirou meu pescoço, fazendo eu me contorcer.
- Dormimos sim Rafael pare! – cobri meu rosto.
- Eita que a farra foi boa! – Helo disse rindo.
- A senhorita é muito nova viu Dona Heloane pra ta falando disso! 
- Desculpa Dinda! Mas tu que me ensinou com as fics que tu escreve! – e meu rosto corou na hora, queria um buraco pra me enfiar e não sair nunca mais. 
- HELO! – Betth, Kami e eu falamos e ela ficou constrangida abaixando a cabeça.
- Que fics? O que é isso? – Luan perguntou curioso.
- Fics é um monte de cascudo na tua cabeça se tu não comer logo pra gente ir comprar a carne pro teu churras! – disse seria pra ele que logo mudou a fisionomia de curioso pra frustrado.
- Acostuma Boi que essa patada foi fraca viu, é daí pra pior! – Dudu disse rindo.
- Ri Eduardo que tu também leva ta?! 
- Ei não pode! – Betth reclamou.
- Não me tira pra loque não Mana, por favor! 
- Crianças vamos parar vamos? – seu Amarildo chamou nossa atenção – Hoje é dia de comemorar e a mesa é lugar de paz! Então vamos comer! 
E depois dessa leve chamada comemos todos em silencio, silencio esse que duraram 5 minutos com Luan me infernizando pra saber o que são fics, prometi que explicaria para ele depois, talvez um dia. Ficamos algum tempo ali com o pessoal brincando e zuando Luan enquanto ele assava a carne pro churrasco, Dona Mari expulsou a gente da cozinha dizendo que quem iria fazer tudo que acompanharia a carne seria ela, então nem discutimos. O inicio da tarde foi bem proveitosa e a noite veio, junto dela o frio e o momento de arrumar as malas do Luan.
- Vem Lu depois tu arruma os cabelo homem, precisamos finalizar pra gente dormir logo, o vôo é muito cedo e eu tenho que dormir!
- To indo! – enfim ele apareceu só de cueca e com os cabelos arrumados.
- Vai por uma blusa menino, vai ficar doente e depois vão brigar comigo, por não cuidar de você! 
- Não to com frio! Vamos arrumar logo isso que quero “dormir” – fez aspas com os dedos.
Arrumamos toda a mala dele, com camisas, shorts, tênis, bonés, e falar em bonés.
- Perdeu esse aqui viu! – coloquei na minha cabeça um boné roxo com a aba amarela.
- Não amor é meu preferido! 
- Já era, vacilou perdeu! Eu amo ele!
- Mas…
- Ce me da amor – levantei e beijei no pescoço – Por favorzinho, é um simples boné!
- Isso é golpe baixo! – disse rindo e me prensando contra ele – Mas eu dou! 
- Obrigada amor! 
Finalizamos por fim e deitamos pra dormir, ou ao menos era a minha intenção de dormir, Luan começou a me provocar e acabamos nos amando durante a madrugada e dormindo quando o sol estava pra nascer.

Capitulo 38

(Narração do Luan)
Programei tudo pro melhor pedido de namoro que eu já fiz em toda a minha vida, Rober e Bruna me ajudaram. Contactei todas as amigas dela mais próxima e contei sobre a minha ideia e elas já toparam na hora. Helo seria a cobaia pra dar início ao pedido, como eu sou uma pessoa que não gosta se irritar a Mary comecei por esse lado.
Tudo começou como o planejado Helo fez o seu falso “Perdida em SP” e Mary caiu, passamos o dia em casa, eu estava nervoso porque cada hora que passava eu ficava mais ansioso e com medo, sim com medo, vai que ela diz “Não?” ou que ela me deixa lá falando sozinho? Ou não diz que me ama também? Meu coração se partiria em mil, posso estar sendo exagerado, mas é isso que sinto quando penso que ela pode não aceitar. A noite veio e fomos “dormir” pela minha ansiedade não consegui dormir e desci pra ver como tudo estava andando. Bruna estava que nem louca organizando o local onde eu ficaria, nele continha um puf grande com uma toalha floral no chão, ao lado uma pequena mesa com algumas frutas e chocolates, isso estava em baixo de uma árvore grande que tem na parte do lago do condomínio, na árvore ela colocou muitas luzes, abajures em formato de coração, tava tudo perfeito . 

- O que você ta fazendo aqui Luan? Vai se arrumar menino vai! - ela me empurrou de volta pra casa. 

Chegando lá chamei Helo pra dar início a sessão “Acordar a Mary”, coisa difícil de fazer, me arrumei rápido e sai, indo direto pro meu posto esperá-la, cada minuto que passava meu estômago revirava, coração acelerava e por fim ela chegou reclamando e me chamando. Como ela estava linda com o presente que Helo e eu escolhemos, quando foi pra dar início ao pedido minha voz falhou, mas consegui e fiquei esperando ela responder.
- É você não vai dizer nada? – perguntei e ela meio que estava em transe, ficava me olhando e lagrimas saiam dos seus olhos sem parar – Mary? Ta tudo bem? – estralei os dedos na sua frente.
- Lu..Lu..Ain meu Deus! É isso mesmo? De verdade? 
- É sim meu anjo! Você aceita? 
- E você ainda tem duvidas? – me deu um leve tapa no braço – Claro que eu aceito, é o que eu mais quero na vida! – pulou em mim me abraçando fazendo eu cair com ela por cima de mim.
- Ufa! – comecei a rir.
- Olha… é eu aceito e tenho umas coisas pra te falar! – fiquei prestando atenção ao que ela dizia – Sabe quando nos esbarramos por aquele hotel eu não imaginava viver o que estou vivendo hoje ainda mais com você, e assim foi no seu olhar que eu encontrei refugio, foi no seu abraço que eu encontrava tudo que faltavam nas palavras. Cabia aquela saudade imensa que parecia me sufocar, todo o amor que hibernou dentro de mim por longos tempos eu pude expressar. Percebia cada dia mais que eu havia encontrado a minha metade, estava completa naqueles braços, nos seus braços. – respirou fundo secando algumas lagrimas - E eu agora eu posso afirmar pra quem quiser ouvir, EU TE AMO, sempre vou te amar até o final dos meus dias e não quero eu e você contra o mundo e sim, a favor dele. Que possamos torná-lo o nosso mundo. – ela me beijou e em meio às lagrimas dela e minhas, a apertei forte contra meu corpo não deixando ela se quer se mexer a quero assim pra sempre ao meu lado, corpos colados, isso que to vivendo, eu nunca me senti antes, tão amado, tão querido. Ouvi gritos e ela se escondeu no meu peito.
- Já pode sair de cima amor! – disse e ela saiu toda sem jeito, me ajudou a levantar, agradeceu as meninas pela participação e as expulsou na mais linda patada ‘a La Mary’. – Não precisava fazer isso! 
- Amor elas são de casa e entendem o meu lado, fizeram isso quando os meninos foram pedir elas em namoro e eu disse que ia ter volta! 
- Maléfica! 
- Sempre! – beijou meu pescoço. 
- Vem vamos comer! – a puxei e ficamos namorando mais um pouco ali, aproveitando cada detalhe que tinha sido preparado pra gente. 
- Dou mil beijos pelos seus pensamentos! – disse e ela sorriu.
- Só isso? Achei que eu valesse mais! 
- Claro que vale, mas isso é só pra descobrir apenas!
- Sei! Tava pensando em tudo, na minha vida, com vai ser daqui pra frente, se as meninas vão aceitar, como sua família vai reagir, porque só conheço teus pais, não que isso não seja necessário, mas me interessa saber do resto entende? Como vai ser minha rotina - respirou fundo – Tanta coisa! 
- Amor – a fiz virar de frente pra mim – Olha não pense nisso agora tá, vamos aproveitar o momento, depois pensamos juntos nisso ta bom? – ela apenas chacoalhou a cabeça concordando – Vem vamos pra casa que tu ta gelada demais e não pode ficar doente. 
.
.
.
- Não acredito! 
- A casa é toda nossa amor! – disse observando tudo, a sala toda estava com velas em diversos lugares, com pétalas de rosas vermelhas pelo chão, a escada,o caminho para cozinha todo decorado com fotos nossas pelas paredes.
- Gostou? – a abracei por trás.
- Eu amei ta tudo perfeito! 
- Então vem que tem mais coisas pra nois. – a peguei no colo e subi as escadas, parei em frente à porta do meu quarto – Fecha os olhos! 
- Não! – reclamou
- Por favor! – e assim ela fez a coloquei na cama. 
- Já pode abrir?
- Não, só quando eu disser que pode! 
- O que ce ta aprontando hein? 
Fui até o banheiro tirei minha roupa, peguei umas comidas que a Pi deixou ali como o combinado e sai, sentei na cama e ela estava com a cara fechada, com raiva já. 
- Você fica tão linda com raiva! 
- Já posso abrir? 
- Pode! – quando ela abriu pude ver em seu olhar o susto de me ver quase nu e ver o quarto todo preparado pra gente, logo que nossos olhos se encontraram novamente, pude notar o que ela queria. Coloquei a bandeja no chão e iniciamos uma sessão de quem provocava mais no beijo, intensificando para passadas de mão em todos os cantos de nossos corpos.
- Eu te amo! 
- Eu te amo mais! – ela disse me fazendo ficar por de baixo dela – Obrigada por você ter entrado na minha vida! – me beijou – E quero mais e mais momentos assim com você! 
- E você terá meu amor! 
E ali nos amamos mais intensamente, agora como namorados, futuros noivos e marido e mulher, porque se depender de mim é isso que seremos daqui uns anos. Pode parecer precipitado, mas é o que eu sinto.

16 de setembro de 2015

Vestido da Mary para o pedido de namoro! *-* S2 (to xonada nele *-*)

Capitulo 37

(Uma semana depois - Narração do Luan)
- Enfim de férias! Obrigada Senhor! - disse me jogando no sofá do camarim. 

- É Boi! Não é por nada não, mas tava querendo férias também! - Rober disse se jogando ao meu lado. 

- Quero ir pra casa, dormir até tarde, comer muito as comidas da Mamusca, perturbar a Pi, namorar muito a minha amora! – a vi entrando pela porta do camarim sorrindo acompanhada de alguém.
- E ai está você amor! 
- Tava te esperando! – levantei abraçando ela por trás. - E quem é essa princesa? 
- É a Thamy anjo, uma amiga e super, ultra mega fã sua! – ela disse sorrindo e a moça começou a se emocionar.
- Own neguinha vem cá! – a abracei, ela me apertou forte – Não aperta muito que ce faz eu ficar sem ar amor! – ela riu.
- Olha isso é pra você! – ela me entregou um bichinho de pelúcia verde.
- Não precisava amor! 
- Cala a boca que precisava sim! – ela disse me fazendo rir.
- Agora deu né Cueia, pode afastando! – Mary disse nos separando.
- Own Mary! – reclamou.
- Claro que deu, agora tem que me amar! – elas se abraçaram e ficaram viradas rindo pra mim.
- Fui trocado! – reclamei me fazendo de sério, o que bastou pras duas virem apertar minhas bochechas. Depois de muito conversarmos puxei Mary pra vã, porque se deixasse ela ficaria conversando o resto da vida com a Thamyzoca, ‘Sim já apelidei a menina’.
- Pra onde nós vamos anjo? – perguntou me fazendo deitar no colo dela, que logo iniciou a sessão cafuné do dia.
- Vamos pra casa amor pra gente descansar essa noite e daqui dois dias partiu Noronha! – disse sorrindo.
- Mas já? Ain chega meu coração ta palpitando! Olha! – pegou minha mão e colocou no seu peito, aproveitei e dei um apertão e ela bateu na minha mão.
- Só pra constar que tem gente na vã viu! – reclamou.
- Ninguém ta prestando atenção! – me virei e comecei a beijar a barriga dela.
- Luan aquieta o fogo ai, se não vou sair daqui! 
- Tá parei! – deitei de novo bufando – Não vai fazer cafuné? - perguntei e ela voltou, mas ficou calada e acabou pegando no sono assim como eu até chegarmos em casa.

(Narração Mary)
- Amor, amorzinho, gata, linda, meu love! – Luan me chamava e eu subia em disparada pro quarto dele. – O que ce tem? – perguntou sentando ao meu lado.

- Meus peitos doem, minha cabeça ta explodindo, meu corpo dói todo, e to com sono, basta isso pra você? 

- Eita que hoje ela ta o bicho! – saiu me deixando sozinha e acabei dormindo de roupa e tudo novamente. Senti ele tirando meus sapatos, minha calça, camisa e deitando ao meu lado e eu fui me aconcheguei nele.

- Eu te amo! – ele cochichou e dormiu.
‘Te dei o sol te dei o mar pra ganha teu coração você é raio de saudade meteoro da paixão’
Meu celular pra variar me acordou.
- Oi Helo! 
- Dinda! É…É…Eu to perdida! – ela disse agoniada.
- Como assim? Aonde tu ta? – sentei na cama e percebi que Luan não tava.
- Não sei aonde eu to! 
- Como não sabe Helo? 
- Não sabendo uai! Eu sai de ônibus pra ir te ver e acabei me perdendo.
- Oh criança, porque não me ligou antes!
- Não queria incomodar Dinda! Mas agora não to achando o ponto de ônibus, to numa rua vazia, não ta passando ninguém, to com medo! – ela disse começando a chorar.
- Calma amor, respira e me diz como é a rua? O que tem perto? A Dinda vai te buscar! 
- Dinda…Dinda…Tem um rapaz vindo e ele não ta com uma cara boa! – ela disse afobada
- Helo corre e não desliga o celular! – ouvi passos, uma voz de homem e ela gritava, até que ela parou e voltou a falar no telefone.
- Alô?! 
- Dinda? 
- Ain meu core! – respirei fundo – Aonde você ta? 
- Dinda eu preciso de você! – ela começou a chorar – É…É…Eu to numa lanchonete…Tem um viaduto na frente…E…E…muitos carros passando!
- Certo, não sai daí e nem desliga o celular!
- Tá..Não demora por favor! 
- Calma amor to indo! 
Levantei do jeito que eu tava mesmo, desci as escadas correndo, encontrei com Luan na sala quase dormindo no sofá vendo The Walking Dad.
- Levanta a bunda gorda daí Luan precisamos ir pegar a Helo!
- Uai, mas pra que esse desespero todo?
- Anda Luan que a menina ta perdida! – puxei ele pro carro e saímos do condomínio.
- Ocê sabe aonde ela ta? 
- Não! 
- E como tu me arrasta assim? Sem saber? 
- Ah Luan não enche, to preocupada com ela, ela disse que tem um viaduto grande e ta passando muitos carros.
- Ah grande informação, tem vários viadutos, é SP Mary! 
- Aaaaaaahhh Senhor me ajuda! – bati a cabaça no banco e as lagrimas caiam – Helo! – chamei no telefone
- Ce vocês pararem de discutir eu aceito demais! – ela disse até calma.
- Desculpa, mas precisamos de mais detalhes amor! 
- Ta deixa eu ver aqui, fora o viaduto, to vendo um condomínio grande, do lado direito só tem mato e pro outro lado também. Tem uma placa aqui dizendo: São Paulo a direita; Santos subindo o viaduto.
- Ela ta aqui perto, lembro dessa placa! – Luan disse dando partida no carro.
- A gente ta indo tá, não se preocupa que acredito que Luan sabe aonde você ta?
- Ta certo Dinda, a bateria do meu celular ta acabando, qualquer coisa arranjo um celular aqui! 
- Tudo bem, mas não desliga o celular até acabar a bateria.
E assim fomos Luan se perdeu umas 500 mil vezes por conta a teimosia dele, até que encontramos um local com as características que ela tinha descrito, desci correndo do carro, entrei na lanchonete e a vi lá sentada sozinha e de cabeça baixa.
- Afiada! – assim que ela me viu, veio correndo de braços abertos chorando.
- Dinda! – me apertou forte.
- Pestinha não me da mais sustos assim cria, quase que morro do coração! 
- Desculpa! É que queria fazer surpresa! – ela sorriu pequeno.
- Otima surpresa essa né?! – Luan apareceu – Vamos logo que já me reconheceram e você está só de pijama Mary e curto ainda! – ele disse bravo.
- Vamos! – concordei e seguimos pra casa. Chegando em casa Dona Mari ficou preocupada com a nossa saída repentina, dei uns puxão de orelhas básico na Helo sobre ela ter saído de casa assim na doida.
- Oh não briga, por favor! – pediu com uma carinha fofa – Eu trouxe presente pra tu! – sorriu
- Ihh ta andando muito com o Luan, achando que com presente me compra! – olhei pra ele que fez cara feia e eu ri.
- Não né, e não é chantagem! Abre! – falou empolgada.
Abri e na caixa tinha um vestido florido, com um buque de flores sortidas e um chapéu de palha com flores em cima, olhei pra ela que sorria boba.
- Não precisava criança! – beijei o rosto dela.
- Precisava sim! Pra você usar em uma ocasião muito especial! – sorriu sapeca.
- Porque eu acho que tu ta aprontando? 
- Quem? Eu? Eu sou uma santa Dinda, que isso! – se fez de ofendida.
- Sei santinha sei! – ri e fui experimentar a roupa que ficou com um caimento perfeito. Ficamos nos divertindo até altas horas, uma coisa que nem me toquei era que Helo tinha que ir embora, mas como já tava tarde demais, e a casa dela é tipo muito longe do condomínio do Luan, fiz aquela básica ligação pros pais dela que autorizaram ela a ficar, mas com varias recomendações pra mim e pra ela, Luan ficou aparentemente muito feliz por ela ficar conosco, coisa que me intrigava, não que ele não gostasse dela, mas depois da “noticia” de que ela ficaria ele meio que me deixou de lado e foi conversar com ela. ‘Não gente não to com ciúmes da Helo, mas como ela disse que veio pra fazer surpresa PRA MIM, deveria ter ficado comigo u.u’. O final da noite foi tranqüilo, fomos dormir “cedo” até.
- Dinda! Dinda! – ouvia alguém de longe me chamar – Dinda acorda, por favor! 
- Que foi guria? – ela estava bem próxima de mim.
- Vem Dinda tu precisa levantar tem uma coisa pra ti lá fora! – ela me puxava pra fora da cama.
- Não Helo, vai dormir guria e me deixa também! – reclamei deitando de novo e ela insistia em me cutucar – Caraio muié! – falei brava – Levantei fala o que ce quer? 
- É que…É que..
- Não gagueja não, desembucha logo! 
- Ó eu preciso que você vista o presente que eu te dei! – pediu com receio
- Não vou vestir não! Ta frio! 
- Facilita Mary é importante! – fui vestir mesmo contrariada
- Pronto chorona e agora? Fala logo que tenho que voltar a dormir! 
- Vem comigo! – me puxou pra fora do quarto, descemos as escadas rápido.
- Não puxa guria que vai me fazer cair! – reclamei 
- Olha fica aqui ta! Não sai daqui! – ela me deixou na porta da sala de costas pra cozinha e saiu. Fiquei ali igual dois de paus esperando, cochilando em pé, quando a porta abriu novamente e ela voltou carregando o mesmo buque de flores que ela me deu junto com o vestido entregou nas minhas mãos e me puxou pra fora de casa. Assim que sai me deparei com tudo cheio de pétalas de rosas vermelhas pelo caminho.
- Siga o caminho das Rosas! – ela disse emocionada – Te amo! – me abraçou.
- Mas..Mas
- Nada de “mas” Dinda apenas siga! – me empurrou e entrou de novo na casa. 
Segui o caminho as rosas receosa, o condômino estava vazio, o silencio reinava, um vento quente vinha em minha direção como se fosse alguém me guiando, olhei mais a frente e avistei uma menina chorando com um cartaz na mão, mas não tinha nada escrito, quando eu parei na sua frente ela sorriu, pude ver suas diversas pulseiras e uma camisa com uma foto do Luan e ela começou a ler.
- “Algumas pessoas fazem com que sua risada fique um pouco mais alta, o seu sorriso um pouco mais brilhante e sua vida um pouco melhor.” – sorriu – Siga o caminho e seja feliz com o meu anjo! 
Ela sorriu e apontou o caminho novamente, segui mais umas duas quadras e encontrei Betth parada com um vestido floral longo.
- “Algumas cicatrizes marcam a sua pele, outras, a sua alma.” – assim foi o seu olhar se encontrando com o meu, Te amo Luan! Seja feliz Mana! – ela me abraçou e me guiou até Kami.
- “Não existe nada melhor do que você saber que tem alguém que a milhares de quilômetros consegue te fazer sorrir.” Que cada dia mais um seja o motivo do sorriso do outro, que vocês sejam esse casal lindo e louco que são e não esqueça eu amo vocês! – me abraçou chorando – Manteiga derretida! – ela riu me apertando.
- Vocês vão me matar! – disse secando as lagrimas que insistiam em cair.
- Não vamos não! Agora vem que não terminou! 
- Não? – perguntei e elas me guiaram um pouco mais a frente nos encontrando com Carol, Helo, Thamy e Susan, as quatro estavam sorrindo, mas chorando ao mesmo tempo.
- Ai sua puta só tu pra me fazer chorar assim! – Thamy disse rindo e secando as lagrimas.
- Olha Dinda desculpa tá? – Helo disse me abraçando.
- Não precisa disso amor! Agora cadê ele? – perguntei olhando pros lados.
- Isso você só vai descobrir daqui a pouco! – Susan veio com um pano escuro nas mãos.
- Não! Não, pode parando Dona Su! – fui dando passos pra trás mas Betth e Kami me seguraram e ela me vendou – Isso vai ter volta suas coisas! – reclamei e só ouvi elas rindo.
- Bora Maria Reclamona! – Carol disse, senti mãos nas minhas costas e segui com elas, andamos andamos e andamos. 
- Já chegou? 
- Não! 
- Mas to com dor nas pernas e sono já! 
- Cala a boca e anda guria! 
- Vai te cata Kami, não foi você a acordada a essa hora! – terminei de falar e paramos.
- Pronto bocuda chegamos!! – fiz menção de tirar a venda mas elas gritaram juntas um “NÃÃÃÃÃOOO” que parei na hora. 
- Senta aqui! – Susan disse me puxando.
- Ai! – ri – É mole! 
- É um puf sua tonga! – Betth disse rindo.
- Ta e agora? Vou ficar que nem tonga esperando? Luan cadê você? Já pode dar o ar da graça criatura! – falei e nada, escutei som de passos se afastando e eu fiquei sozinha de novo, respirei fundo e senti um vento quente novamente tocar o meu rosto, mas esse mesmo vento me remeteu ao primeiro dia em que estava em Salvador para a turnê do Luan pelo nordeste, eu era apenas uma fã, que estava ali apenas pra observar ele, se emocionar e amar-lo ainda mais, mas tudo o que aconteceu de lá pra cá me impressionam, nunca imaginaria que isso se quer um dia fosse acontecer. Senti o perfume forte dele.
- Chegou né fio, tava na hora! – reclamei e quis me levantar, mas ele pôs a mão em meu ombro me fazendo sentar de novo – Ta já entendi! 
- Olha eu…- ele estava com a voz embargada – Eu não sei o que falar sobre voce, sabe tu me conquistou de uma forma que cara to arriado é isso to arriado! – ele riu e pegou nas minhas mãos – Mary…Mary… - não preciso dizer que já estava aos prantos com tudo, estava simplesmente tudo perfeito, cada detalhe, cada menina que teve, cada sorriso e abraço. Ele continuou agora tirando a minha venda e me olhando profundo nos olhos - É estranho, o coração acelera, as tristezas vão embora, os medos se perdem no caminho e o mundo parece ser um lugar perfeito. E para isso, não precisei nascer de novo, mudar de cidade, ir pra outro país. Simplesmente, precisei ver ocê. É quando ocê vai embora, quando ocê não está por perto, que eu pareço precisar mais de ocê. É sempre assim, ocê sai por aquela porta e meu coração grita, berra, pra você ficar. E eu posso dizer com todas as letras que te amo, te amo dormindo, acordada, com raiva, longe e perto, me abraçando ou me dando uns tapas, amo suas caretas, amo sua risada, amo seu jeito como trata minhas fãs mesmo elas não sabendo oficialmente da gente, mas isso mudará a partir de hoje! – ele ficou mais branco do que já é e eu chorando como sempre – É..É..Mary você aceita namorar comigo? Ser a mulher que me fará sorrir ainda mais? – pegou uma caixinha de veludo vermelha do bolso de trás da calça e abriu e nele tinha um anel lindo com um único brilhante. 

Fiquei se fala, completamente em choque.

Capitulo 36

- Não me agradeça, sorria! – ele cochichou nos meus ouvidos assim que nos abraçamos e demos um selinho – Olha o que eu tenho pra você! – pegou o buque a caixa de bombom e uma terceira caixa, quando abri me deparei com um bolo de chocolate em formato de coração com morangos em volta – Como eu ia trazer uma galera preferi trazer um bolo também! – riu passando as mãos nos cabelos.

- Mas não esquece de dizer que foi eu que escolhi hein Pi! – Bruna gritou e ele sorriu sem graça.
- Obrigada Cunha! – mandei beijo pra ela, chamei todos pra entrar e fazerem parte da festa. Ficamos até cinco da manha acordados na farra, depois de muito conversar o pessoal foi indo embora ficando em casa apenas a turma que Luan trouxe, meus pais e Sara, dormimos todos amontoados na sala de casa, acordamos com cheiro de comida que vinha da cozinha. Levantei e dei de cara com meu Pai passando café e fazendo seus famosos ovos mexidos, meu estômago já se revirou todo de fome, o pessoal foi acordando e vindo pra cozinha também, estávamos num papo animado quando escuto Luan me chamando, fui ver o que ele queria chamego pra variar, fiquei ali fazendo cafuné nele e ele me contava sobre os shows, os boatos dele estar namorando fulana e ciclana, cada vez que ele falava o nome de uma das mulheres que a mídia inventava eu puxava os cabelos dele que reclamava dizendo que eu ia arrancar todos os cabelos até a gente assumir o nosso rolo, enquanto não ficava tudo pronto Kami e Lucas fizeram companhia a gente e iniciamos uma conversa sobre férias e marcamos de irmos os três casais, contando com Dudu e Betth que já tinham combinado com eles de ir também pra Fernando de Noronha.
- Mô! – Luan chamou – Momozin! – começou a cheirar meu pescoço.
- O Pai o que você colocou nesses ovos mexidos hein? Algum tipo de droga pra tornar o povo gay? – e todo mundo caiu na gargalhada.
- Ih Boi já ta nesse nível? – Dudu zuou ele.
- Ele tá é arriado os quatro pneu Parça! – Lucas disse rindo e levando um beliscão da Kami, que estava com a cara inchada de sono.
- Aff a gente não pode nem ser carinhoso mais! – ele reclamou fazendo bico.
- Own meu deuso a quiança ta calente! – apertei as bochechas dele que riu – Deixa de fazer essas coisas gay’s que ce ganha carinho! – pisquei pra ele e voltamos a tomar nosso café, minha mãe apareceu com a sua famosa cara de bunda fazendo todos saírem da mesa ficando só ela e meu Pai, conversando sobre mim aposto, porque meu Pai é pior que mulher quando tem alguma novidade pra contar.
Passamos a manha e a tarde conversando, rindo, brincando, Sara teve que ir embora, “Ah esqueci de contar pra vocês Sara passou em um vestibular em uma das faculdades mais tops de Fortaleza e ela toma muito tempo dela, fazendo com que ela tenha que ficar em casa estudando, mesmo no ano novo, porque com as greves que sempre tem no setor publico acabam prejudicando toda a rotina de estudos. E Ah o Pai da Carol já se recuperou e ela já está de volta conosco.” 
Continuando…

- Eu tenho que ir! – ele disse triste

- Serio? Fica mais um pouco, ta cedo ainda! – abracei ele pelo pescoço e fiquei sentindo o perfume dele.
- Serio, o Anão da Branca de Neve já ta me ligando aqui louco atrás de mim! – ri e apertei mais ele em mim. 
- Não quero que você vá! – disse com a voz embargada
- Que tal você ir comigo? Ai matamos mais a saudade e outras coisas mais! – disse rindo e me apertando mais nele.
- Olha que não é uma má idéia! Vou só pegar minha mala e já vamos tá? – sai correndo pro meu antigo quarto, peguei minha bolsa e quando estava voltando pra sala vi meus pais conversando com Luan e fiquei de longe só ouvindo.
- Olha eu vi o quanto você faz bem pra minha filha, então só te digo três coisas, primeira não erga um dedo pra tocar em um fio de cabelo dela, porque eu te mato – Luan arregalou os olhos – segundo tudo o que você fizer com ela eu vou fazer em dobro com você e terceiro faça ela feliz! 
- Olha seu Henrique pode deixar comigo que vou fazer o possível e o impossível pra fazer ela feliz, agradeço a confiança de entregar ela em minhas mãos e pode confiar de que só a farei feliz. – eles apertaram as mãos, minha mãe deu uma abraço nele que sorriu com o que ela disse e ao me ver. Apareci na sala e eles disfarçaram.
- Bora gordo? – disse sorrindo, nos despedimos dos meus pais e seguimos até a vã que já nos esperava em frente a minha casa, sentamos nas cadeiras de trás e no caminho do aero nenhum falou uma só palavra, chegamos por lá e seguimos direto pro Bicuço sem muito tempo pras fãs que reclamaram. 
- Chegamos amor! – ele me acordou cheirando meu pescoço, acabei dormindo encostada nele os poucos minutos de viagem. Descemos e eu segui na frente com Rober até a vã enquanto ele atendia as poucas fãs que restavam no aero, Luan entrou acompanhado por umas três meninas, Arleyde e Wel entraram depois com umas caras que preferi nem perguntar quem eram elas, pelo pouco que prestei atenção na conversa deles eram fãs e conhecidas de algum dos patrocinadores, revirei os olhos ao saber, e fiquei na minha.
- O que ce tem? 
- To com soninho! – disse me aconchegando nele.
- Quer ir pro hotel? 
- Não precisa eu agüento até o final do show! – sorri – O que você tava conversando com meus pais? – ele ficou tenso
- Quase que eu me borro todo! 
- Porque? 
- Teu Pai me puxou pra conversar sobre a gente, disse que apóia e que autoriza, mas que ele me mata se eu te fazer sofrer! – comecei a rir e ele emburrou
- Não faz bico anjo! Ele é assim mesmo, mas não faz nada não fica tranqüilo! – passei a mão no rosto dele.
- Mas serio se tivesse pronto tinha feito ali na hora tudinho! 
- Seu nojento! – ri.
Chegamos no local do show, fiquei por ultimo na vã e uma das 3 meninas que vieram com a gente me abordou.
- É você que esta ficando com o Luan? – ela perguntou receosa.
- É…É…Porque a pergunta? 
- É você! – ela sorriu animada – Olha não precisa se assustar não, só quero te dizer que eu estou feliz por você estar fazendo ele feliz, de verdade ele esta muito melhor do que antes de te conhecer, mesmo vocês não anunciando que estão juntos eu apoio! – ela me abraçou e senti umas lagrimas no meu pescoço.
- Own anjo! Não chora! – sequei as lagrimas dela – Olha eu vou contar só pra você tá? Mas tem que me prometer que não vai contar pra mais ninguém! – olhei seria pra ela.
- Palavra de Luanete! – ele ergueu a mão direita.
- Jura juradinho? – dei o mindinho pra ela que riu.
- Juro juradinho de dedo mindinho! 
- Sou eu sim! E muito obrigada pelas palavras, espero que as outras meninas sejam receptivas como você! – sorri e ela me abraçou de novo. 
- Vamos Mary! – Rober apareceu me chamando, me despedi dela que me pediu foto e segui com Rober até o camarim, o show já era pra ta rolando, acompanhei ele até a entrada do palco dei beijo nele que subiu pro palco com o maior sorriso que ele poderia dar no rosto e eu fiquei ao lado do palco tambem sorrindo boba com ele, a contagem regressiva veio e ele me puxou pro palco e na hora dos fogos me beijou. 
- Feliz Ano Novo meu amor! - ele disse sorrindo.
- Feliz Ano Novo meu fofo! - disse e beijei ele de novo, ouvia gritos das fãs, por um milesimo de tempo nao me preocupei com nada e nem ninguem e fiquei ali, mergulhada em um dos melhores lugares que existia.