Chegamos em casa só o bagaço, cansadas, com sono, mas felizes porque o show foi perfeito, seria mais se tivéssemos visto o obeso e apertado ele, mas não deu dessa vez, na próxima ele vai me escutar. As meninas vinham dormindo no táxi, foi um parto pra acordar elas, mas consegui. Entramos em casa, como era a “mãe” das crianças fui ajeitar pra banho e coloquei-as pra dormir, amanha era cedo, tinham aula e eu faculdade e serviço, ‘Senhor me da força pra aguentar essa rotina’. Arrumei-me pra dormir, deu uma vistoria na casa pra ver se não tava faltando nada pra arrumar. Fui ao quarto de Sara e ela dormia como um anjo, toda coberta, não sei como sentia frio nessa cidade quente.
- Boa noite minha pequena! Durma bem! Te amo! E prometo que tudo vai dar certo pra gente ver aquele gordo! – beijei sua testa, fiz sinal da cruz nela e sai em direção ao quarto da Carol. Já ela estava toda descoberta, deitada de bruços na cama. ‘não muda nunca essa menina’, puxei o lençol e cobri-a.
- Durma bem meu amor! Que Deus cuide do seu sono! Prometo cuidar de vocês sempre! – a beijei e fiz sinal da cruz em sua testa e fui pro meu quarto. Rezei e dormi igual uma pedra, parecia eu tinha ficado acordada 20 dias direto.
‘Eu não sei de onde vem, essa força que me leva pra você’ peguei o celular e desliguei o despertador.
- Porque tem que ser tão cedo meu senhor – falei e levantei da cama. Fui pro banheiro fiz minha higienes e fui acordar as bonecas.
- Bora levantar! – abri as cortinas do quarto da Carol.
- Fecha isso Mary! – falou se cobrindo.
- Não! Levante não quero ninguém atrasada hoje!
- Não vou pra aula!
- Anda Carolina Teixeira de Andrade! Levante essa bunda gorda da cama! Não me faça voltar aqui! – sai do quarto dela e fui pro de Sara.
- Bora acordar donzela! – falei abrindo as cortinas.
- Não quero mãe! – falou virando pra parede.
- Anda Sara, não sou sua mãe! – falei puxando o lençol.
- Sai Mary! Não quero ir pra aquela escola chata! – falou puxando o lençol.
- Quer mesmo disputar força comigo? – perguntei seria.
- Não quero, mas também não quero ir pra aula! – falou manhosa.
- Vou falar a mesma coisa que disse pra Carol, Sara Martins Magalhães! Levante essa bunda gorda da cama! Não me faça voltar aqui! – sai do quarto, fui pra cozinha, preparei o café da manha pra elas. Estava feliz pela noite de ontem e esse dia prometia pra mim e pra meninas, tinha surpresa pra elas. Elas vieram com uma tromba maior que exista, pareciam que estavam indo pra forca.
- Oh comam, eu já comi e tô indo pra faculdade! Meu bus já passou! – falei seria e elas riram da minha cara – beijos fiquem com Deus e boa aula pras duas. E oh se não forem pra aula não tem surpresa mais tarde! – falei e sai de casa, sabia que elas iam ficar curiosas até amanha. A caminho da faculdade fui escutando sertanejo, estava enfadada das musicas do obeso. Cheguei na faculdade as aulas foram uma porcarias, não conseguia me concentrar em nada, só pensando na surpresa pra meninas, sabia que elas iam surtar quando ficassem sabendo. Aula terminou ‘Graças ao bom Deus, agora vem o job’. Job foi tranquilo, sem correria. Final do dia tava só pó da gaita, queria ir pra casa, mas tinha que enfrentar uma maratona ainda de ônibus lotado.
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