6 de setembro de 2015

Capitulo 4

(Narração do Luan)
- Até que em fim terra firme! – disse saindo do Bicuço assim que cheguei em Curitiba. 
- Ainda não se acostumou boi? 
- Você sabe que não Testola! – dei um peteleco nele – Bora que tô casadão, esse show em fortaleza foi hard.
No caminho pro hotel lembrei de 3 fãs que durante o show viraram de costas pro palco, achei super estranho, nunca nenhuma fez isso em todos esses anos. 
- Bora Luan! – ouvi lelé me chamar, estava tão entretido em meus pensamentos que nem me toquei quando chegamos no hotel. 
- Bora! – sai e já ouvi alguns gritos, com eu amo isso, minhas fãs. Fui em direção a elas e já vi Wel correndo pro meu lado – E ai meus amores? 
- Luan tira foto comigo? - peguei o cel e tirei.
- Aaaahhhhhhhhh - elas gritavam muito 
Era só o que eu escutava, às vezes tinha ‘Luan segue tal user no insta’ tentava seguir todas, mas nem sempre dá certo. Tirei foto com todos que estavam ali e já senti Wel me puxando pro hotel. Entramos e fomos direto pros nossos quartos. 
- Boa noite negada até amanha! – dei tchau e entrei no meu quarto estava cansado demais pra esperar o boa noite deles. Fui direto pro banho e depois cama, precisava recarregar minhas energias pro show de amanha/hoje. 
Acordei por volta das 16:00 com alguém esmurrando minha porta, ‘ não se pode nem mais dormir em paz’, levantei injuriado. 
- Que foi? – abri a porta com tudo 
- Bora Luan que você tem que malhar ainda! – era o Berton me enchendo as paciências. 
- Não! Vou dormir tchau! – falei fechando a porta, nem esperei ele falar algo e fui pra minha cama! – Cama sua linda hoje eu vou lhe usar – falei sozinho e dormi de novo, como isso era bom. Acordei ouvindo uma cantoria. Levantei e fui espiar na janela e lá estavam elas cantando em frente ao hotel, nesse frio. Coloquei uma roupa e fui até a janela olhar elas, era tão lindo que não me cansava de ver.
- Luan cade você? Eu vim qui só pra te ver !- não aguentei. 
Sai do quarto e fui até o quarto do Berton e do Testa. 
‘Toc toc toc’
- Pode entrar! – alguém gritou, entrei já falando. 
- Testa levanta essa bunda dai e vamos lá na janela, quero ver minhas negas.
- O boi, cê entra já dando ordem, é assim não! – falou serio. 
- Anda Testa e chama o Berton tem que tirar foto delas! 
- Tá boi! – sai de lá e fui pro meu quarto esperar eles. Assim que chegaram fui direto pra janela e comecei a brincar com a cortina, só ouvi gritos.
Sai e dei tchau pra elas. Queria poder descer e abraçar uma por uma, mas não dava, não sairia vivo de lá.
- Luan joga a toalha!
- Joga uma toalha Luan. 
- Me da ai! – peguei a toalha. 
- Tem que autografar.
- Tá me da os trem ai! – autografei e joguei, só vi aquela montoeira de gente pra pegar a toalha, dei tchau pras que estavam olhando pra mim e sai. 
- Cara como isso é bom! – falei com sorriso no rosto
- Olha pra cara dele todo bobo! – falou a Lele pro Rober.
- Bora Luan que daqui a pouco tem show e não quero atrasos hoje! – falou seria já saindo do meu quarto.
- Não prometo nada Lelezinha! – falei rindo
- Eu ouvi isso Luan, e não me irrite. – só fiz rir e ir pro banho. 
Saímos atrasados do hotel ‘que novidade, eu atrasado’, chegando no local do show e lá estavam elas a minha espera. Sai da vã dei tchau pra elas e mandei beijo, estava atrasado demais pra ir falar com elas, mas na volta eu falaria. 
- Olha, só não puxo suas orelhas agora porque você tem show! Mas depois você me paga! – Arleide disse entrando no camarim. 
- Oh Lelezinha desculpa ai! É que eu me empolguei cantando no banho! 
- Tá, não quero saber! – falou saindo. 
- Ela ficou brava em boi! 
- Eu sei! – falei coçando a cabeça. 
- Oh vou mandar entrar as meninas antes que atrase mais o show! 
- Beleza Testa, manda as nega ai! 
Rober foi liberando a entrada de uma por vez, mas a entrada de uma me marcou, aquele olhar, aquele jeitinho de quem precisa de cuidado, não cuidado de home mulher, de um casal, mas de um irmão, senti a mesma coisa quando olho pra Bruna, ternura, preocupação, e assim pude sentir a necessidade dela de estar em meus braços. A apertei tanto que parecia que eu ia quebrar os ossos dela, mas eu precisava mostrar que ela podia contar comigo sempre.

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