(Enquanto isso em Manaus, Narração Luan)
Cheguei pela madrugada em Manaus e segui direto pro hospital. Assim que cheguei me direcionei a sala de espera onde meus tios se encontravam com meus pais e minha irmã.
- Graças a Deus! – minha mãe disse vindo me abraçar chorando.
- Oi Mãe! – a apertei em meus braços – Como ta as coisas por aqui? – perguntei olhando pra todos que não estavam com um semblante muito bom.
- Nada bem meu filho! – minha tia disse chorando – Só sabemos que ela sofreu um acidente e que agora está em coma, nada mais!
- Sinto muito! – a abracei no intuito de acalmá-la, mas ela chorou mais.
- Pi! – Bruna me chamou.
- Oi!
- Pode vir aqui comigo, por favor! – ela pediu e me levou pra um canto mais afastado da sala.
- Diga!
- É assim…promete que não vai ficar nervoso? – ela disse nervosa, seu rosto estava vermelho e molhado devido às lagrimas.
- Se você me falar logo posso pensar! – disse olhando serio pra ela.
- Tá…é…que…assim…- mexeu nos cabelos – O rapaz que atropelou a Beta ta aqui também! – meu coração começou a acelerar só de imaginar aquele desgraçado no mesmo ambiente que a gente – E ele não se machucou tanto, e como não sabemos o que aconteceu, então eu…eu…
- Não me diga isso por favor! – disse com raiva – Se esse cara aparecer na minha frente eu não vou conversar e sim quebrar a cara dele em pedaços, você sabe muito bem! – vi ela arregalar os olhos e sai indo de encontro aos meus tios que conversavam com o medico, que havia chegado a poucos segundos.
- Bom o caso dela não é grave – ouvi ele dizer e fiquei aliviado ao ouvir isso - colocamos ela com coma induzido por conta do choque do corpo dela com o carro e por ela ter sido arremessada e ter tido uma pancada na cabeça grande, o cérebro inchou e a pressão intracraniana está elevada, então ela passara alguns dias nesse estado até o cérebro desinchar.
- Meu Deus! Mas… Mas… isso tem previsão! – minha tia perguntou em meio as lagrimas.
- Tem o prazo de três dias! Dependemos do organismo dela reagir pra termos como agir na recuperação! Mas se ela não reagir começaremos a tratar dela como coma profundo, aí fica mais preocupante!
- Mas doutor vocês sabem o que realmente aconteceu? – perguntei vendo minha tia se afastar com a Mamusca e a Pi, que levaram ela para sentar e tentar se acalmar.
- Olha meu rapaz, o homem que ocasionou o acidente nos disse que estava virando em uma das ruas principais aqui da cidade e ele estava em alta velocidade porque precisava chegar a algum lugar que não nos disse, enfim ele virou no sinal vermelho para ele e sua prima que estava atravessando não teve tempo de correr pra se salvar e ele acabou pegando ela e jogando-a a alguns metros de distancia a frente da faixa de pedestres. – ele disse com uma cara triste.
- Filho de uma… - me segurei e a raiva subia dentro de mim.
- Muito obrigada doutor, qualquer melhora no caso dela você nos avisa, por favor! – meu pai disse, o medico assentiu e saiu da sala, nos deixando em um clima de tristeza. Sentei-me junto a todos e ficamos rezando por horas, as enfermeiras vinham e nos davam noticia dela, mas a melhora não vinha, sei que não seria assim tão rápida a melhora dela, mas não custava nada rezar pra que realmente acontecesse.
Deitei no colo de minha mãe a adormeci com os carinhos dela nos meus cabelos. Acordei com meu celular tocando.
- Alô! – nem olhei no visor quem era.
- Boi como tá as coisas por ai? – era o Testa.
- Cara tão indo! – levantei olhando ao redor e vi meus tios dormindo sentados e abraçados com terços nas mãos, Bruna deitada nas pernas do Pai e os dois dormiam, quando meus olhos foram em direção a mãe vi que ela estava acordada e já com o terço na mão rezando, dei um beijo nela e sai da sala e encontrei Well com um copo de café expresso na mão, ele me entregou entrou na sala indo conversar com minha mãe.
- Mas como tão indo? Como ela ta? – ele perguntou preocupado.
- Testa ela ta em coma induzido cara! Não chegamos a vê-la, mas o negocio é mais serio do que imaginamos! – disse segurando o choro.
- Nossa mano! Mas força ai cara, Deus está com vocês e qualquer coisa to aqui pro que precisar, só dar um grito que to por ai!
- Valeu cara! Eu sei que tá Boi! – agradeci e desliguei. Olhei meu papel de parede do celular e nele tinha uma foto minha e de Mary, sei que é cedo, mas aquela morena me pegou de jeito, meus pensamentos foram mudados completamente, lembrei dela com raiva de minhas brincadeiras, os olhos, o sorriso, suas mãos macias me acariciando, fechei os olhos me permitindo lembrar das nossas noites quentes nos quartos dos hotéis que passamos essa semana. Um pensamento me veio e decidi ligar pra ela.
Tuuuu…Tuuuu…Tuuu… – ouvi o telefone dela chamar até cair na caixa postal, não queria parecer desesperado, mas liguei de novo até que alguém atendeu.
- Alô! – alguém disse com voz de sono.
- Mary? – perguntei.
- Não! Ela ta dormindo quem quer falar?
- É o Luan! – a moça do outro lado da linha ficou muda - Alô? Moça? Ih matei a muie! – ouvi ela rir do outro lado.
- Morri não! – ela respondeu rindo – Espera só um pouco que vou acordar ela ta?
- Tudo bem! – ouvi passos, abrir de portas e ela chamando a Mary.
- Alô! – sua voz ecoou pelo telefone e meu coração acelerou.
- Oi! – disse e me calei.
- Quem é? – perguntou ela.
- Num credito que já esqueceu de mim muie! – disse me fazendo de chateado.
- Luan meu fi isso são horas de ligar?
- São sim! Toda hora é hora de ligar!
- Isso foi uma piada? Achei menor graça! – ela disse seca.
- Oh muie difícil! A pessoa liga pra conversar, pra desopilar a cabeça e ela fica de coisa! – reclamei
- Desculpa! – pediu – É que to com sono, acabei de deitar praticamente! – justificou.
- E tava por onde?
- Sai com as gurias! Vai pra lá coisa! – ouvi ela reclamar.
- Não posso sair daqui não muié to no hospital! – disse baixo.
- Tongo! Não é você! É a Kami que ta se espojando na cama aqui! - ela riu ficamos conversando por horas até as meninas aparecerem e começarem a zuar com ela, falei sobre o caso da Beta e ela disse que ia fazer uma corrente de oração com as meninas e com as fãs e que daria tudo certo.
- Nega vou ter que desligar!
- Ah não! – reclamou – Agora que tava ficando bom! – riu
- Tambem acho! Mas o medico apareceu aqui e tenho que ver o que ta acontecendo! Te ligo depois ta?!
- Ta certo gordo! Se cuida manda beijo pra turma ai! Amo tu xuxu! – ela disse me fazendo rir. Desliguei e fiquei ouvindo o medico nos explicar a melhora da Beta, a principio o cérebro dela desinchou e ela estava reagindo bem aos medicamentos dados, uma noticia ótima por sinal, assim que ele saiu me sentei com meus familiares e ficamos conversando.
- Que papo era aquele todo no telefone Pi? – Bruna perguntou, a fitei com os olhos.
- Era … era … não é da sua conta! – respondi dando língua.
- Aposto que tem muié no meio! – ela disse rindo.
- Tem, mas por sua chatice vai ser a ultima a saber!
- Idiota! – ela rebateu brava e meus pais e tios riram da cara dela.
- Quem é a moça meu filho! – minha mãe perguntou curiosa e receosa ao mesmo tempo.
- Ah mãe esse mulher é ‘A’ mulher! – ela riu – É serio mãe ri não! Ela é linda, educada, responsável, trabaiadera, minha fã, simpática, amorosa, carinhosa, e já disse linda né?
- Ih ta xonado! – meu tio disse.
- Acho que to tio! Acho que to! – respondi rindo, ficamos ali até a noite cair e mais noticias de melhoras virem, então nesse clima de esperança e alegria eu parti de volta a são Paulo com Bruna para dar continuidade aos shows, entrevistas e ensaios para o meu tão sonhado DVD Acústico.
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