13 de setembro de 2015

Capitulo 28


- Olha se cuida ta? Qualquer coisa me liga que eu vou pra lá! Quando você chegar vai ter gente te esperando pra te levar pra casa dos seus pais, se quiser passar lá em casa pra pegar roupas ou suas coisas vá sem problemas! – disse assim que chegamos ao aeroporto.

- Ta certo Mary! Não se preocupa, eu vou ficar bem! – me abraçou – Obrigada por tudo de verdade! Eu te amo! 
- Eu te amo peste! E tudo vai da certo viu! Deus está com vocês e vou orar pela vida do seu pai! – dei um beijo em seu rosto, enxuguei algumas lagrimas que caiam dos olhos dela e dos meus – Agora anda antes que você perca o vôo e o Fer vai ficar puto da vida se tiver que arranjar outra passagem pra ti! 
- Você e esse menino da agencia! – ela disse me fazendo rir.
- Não tem nada entre ele e eu não! Agora vai! – a abracei e empurrei pra sala de embarque. (Deixa eu explicar que Fernando e eu não temos nada e nunca teremos, porque nos conhecemos apenas por telefone e ele trabalha a anos pro meus pais certo? Bom continuando). Peguei um taxi e voltei pra casa da Kami, no caminho me peguei lembrando dos olhares, beijos e abraços do Luan depois que tivemos nossa primeira noite juntos, me veio uma recordação nítida de um de nossos encontros pela madrugada na sacada do quarto de hotel. 
“Eu estava sentada em uma das poltronas que ali tinha, estava entretida lendo um livro com a luz da lua quando vejo de canto de olho uma sombra parada, olhei rápido e não tinha nada, voltei a ler o livro e tive a mesma sensação novamente, mas dessa vez nem liguei continuei a ler, de repente senti uma mão gelada nas minhas pernas e ouvi um ‘Buuhh’, quase cai da cadeira com o susto, meu coração veio parar na boca, o livro foi pro alto e adivinha, sim o livro caiu 10 andares a baixo.
- Seu filho da …. eu vou te matar! – disse e ele começou a rir – Não tô vendo graça nenhuma seu palhaço! Quer me matar é? 
- Ô neguinha! – ele não parava de rir – Tinha que ver a tua cara! 
- A minha cara é? – dei um tapa no braço dele – Vai ver a minha cara se você não for lá em baixo agora pegar meu livro! – dei outro tapa nele.
- Ei isso dói! – reclamou – Não vou buscar nada, ce que jogou! 
- Eu que joguei? Foi..voce..que..me..da..susto…e..eu..que..fico..sem…livro? – falei dando vários tapas nele, até que ele segurou meus braços e me olhou fixo nos meus olhos.
- Isso mesmo! E para de me bater! – disse serio.
- Já disse que sua cara de mal não me convence! Agora leva essa sua bunda gorda pra fora desse quarto e vai pegar meu livro! – disse seria e ele baixou a bola ‘Minha cara de mal abaixa a moral de qualquer um u.u’ 
- Pedindo tão carinhosa assim eu vou! Mas vou querer recompensa! – disse me dando um selinho.
- Recompensa vai ser eu não te bater até sair sangue! 
- Uie fiquei até com medo agora! – ele disse indo em direção da porta do quarto e eu dei língua pra ele.” 
- Moça! Moça! - fui interrompida pelo taxista. 
- Hã? Oi? 
- Já chegamos no endereço que pediu! 
- Ah muito obrigada! - paguei ele e entrei novamente na casa da Kami. 
Eu tava tão anestesiada que entrei e fui direto pro quarto dela, sei que a casa não é minha, mas preciso ficar sozinha um pouco. Ouvi alguém dizer “Deixa ela, ela sempre faz isso quando tá cansada e chateada com algo! Daqui a pouco ela volta bem melhor ou volta brigando”. Segui e me joguei na cama, dormi por alguns minutos que pareceram horas, levantei tomei outro banho e fui pra sala, lá estavam Kami, Betth, Polly e Sara. Cumprimentei Polly e me joguei no sofá. 
- Tá melhor Mary? – Sara perguntou, bastei olhar pra ela e ela entender que eu não estava. 
- Olha vamos acabar logo com isso ok? – Polly disse – Vocês vieram pra cá pra se divertir e trazer boas noticia e não estar esse clima chato! – reclamou e eu fiquei na minha.
- Tá Polly! Ce tem razão! – Betth disse – Olha Mary! – respirou fundo e sentou ao meu lado – Me desculpa de verdade, você sabe como eu sou quando as coisas são referentes ao Luan e eu meio que me transformo sabe! Mas…mas eu to feliz por você de verdade! Apesar de querer que acontecesse comigo to feliz por você porque sei que vai cuidar dele como eu cuidaria! – estava emocionada.
- Tudo bem Mana! Eu entendo! Só não aceito um pouco a sua reação, mas tudo bem! – abracei ela.
- Parabéns! – Polly veio pro meu lado pulando.
- Ai sua polaca sai de cima que ta esmagando! – reclamei e Kami e Sara vieram pra cima também, eu cai na gargalhada – Suas gordas vão quebrar o sofá e eu não vou pagar! – elas riram e saíram de cima.
- Então o que vamos fazer? – Kami disse.
- Não sei! Vamos sair? Ou ficar em casa? – perguntei sentando no sofá e olhando pra cara delas.
- Eu quero sair! – Sara disse empolgada.
- Bora pra Woods? – Kami disse.
- Tem entrada pra lá? – Betth perguntou.
- Tenho meus contatos! – ela disse e rimos da cara de superioridade que ela fez e assim que cada uma estava pronta partimos. Chegando lá esperamos cerca de 10 minutos Kami ir conversar com os seguranças entrar na casa de show e voltar pra buscar a gente, entramos e fomos direto pro camarote, Kami e Betth pegaram suas bebidas, Sara queria porque queria beber deixei né, como falaram não sou mãe dela, então quer beber beba fia, Polly pegou uma bebida e sumiu. Ficamos dançando as musicas que o Dj tocava até que começamos a ouvir um.
“Edu cadê você? Viemos aqui só pra te ver” 
Nós nos entre olhamos e quando nossos olhos focaram no palco ali apareceu ele todo nervoso, um menino branquinho, de cabelos castanhos compridos, olhos verdes, roupa tipo de sair, mas quando sua voz soou na primeira nota o reconheci de longe, Edu Chociay estava cantando pra gente, as gurias ficaram loucas, acredito que Kami fez de propósito em nos colocar ali nessa noite. Por culpa delas eu estava virando fã do Polaco de Zoi Verde, é como eu o chamo. Aproveitamos o show, cada segundo dele foi maravilhosamente maravilhoso, Kami e Betth puxavam Sara e eu pra algum lugar depois que o show acabou, quando me dei conta estávamos entrando no camarim dele, vi Polly passando correndo pela porta do camarim antes de entrarmos, fiquei estática assim que o vi tão de perto. As três logo pularam em cima dele tiraram fotos, autógrafos, conversaram e eu fiquei que nem tonga parada olhando.
- Ei vai me abraçar não? – ele deu aquele sorriso e abriu os braços, com um empurrão não sei de quem eu o abracei. 
- Mas serio que é o Polaco de Zoi Verde? – disse abraçada a ele ainda olhando pra Kami.
- É ele sim amiga! – disse rindo da minha cara.
- Polaco o que? – ele riu e eu fiquei vermelha.
- É…É…É uma das minhas loucuras! – ri sem graça, ele sorriu tiramos a nossa foto e ficamos ali mais alguns minutos até a equipe dele vir nos tirar, porque se não ficaríamos ali a noite toda. 
- E agora pra onde vamos? – Sara perguntou animada.
- Pra casa fia! – disse tirando os saltos e andando em direção ao ponto de taxi, certeza que ela não gostou, mas estava cansada demais da viagem pra ficar zanzando a noite por ai pela cidade.
- Pra casa mesmo! – Betth me seguiu e sentou em um banco de madeira que tinha lá – Não sirvo pra usar saltos! – reclamou.
- Até estranho quando te vejo usando um salto Dinda! – Kami disse fazendo ele rir.
- Pra tudo tem exceção amiga! – ela riu e por um milagre um taxi apareceu e fomos pra casa, assim que chegamos despencamos na cama e dormimos até dizer chega.

Nenhum comentário:

Postar um comentário