9 de setembro de 2015

Capitulo 14

Acordei com o barulho do mar adentrando o quarto, as meninas dormiam como pedras, olhei pro relógio 5h da manhã ‘Qual o meu problema? Essas horas acordada?’ não dormi de novo porque sei que dor cabeça é o que vou ter se forçar o sono. Levantei tomei um banho, coloquei uma saia estampada com os Simpson, um Cropped preto (aquelas blusas curtas que aparecem o umbigo) e um chinelo, fiquei na sacada por um tempo observando a paisagem, olhar pro mar me acalma de uma forma, meus pensamentos foram viajando e lembrei-me de ontem à noite, os olhos de Luan se encontrando com os meus, isso foi totalmente diferente do que eu imaginava e muito, algo me dizia que eles ainda iriam se encontrar muitas vezes, fui interrompida dos meus pensamentos por um barulho e uma dor na barriga, era meu estomago reclamando por comida, desci para o saguão do hotel. Assim que sai do elevador percebi o quão grande era aquele lugar, ao lado direito depois que você sai do elevador tinha a entrada grande com uma porta giratória, mais para direita sofás solitários na cor bege com mesas de centro a frente, na minha frente à grande recepção e a esquerda um corredor grande e largo que dava pra praia, fui andando por ele passei por algumas “salas” que davam a áreas mais privadas para os hospedes e mais no final o salão onde são servidos o café, almoço e jantar. ‘Oh gloria!’ Mas para minha sorte o café só começaria a ser servido apenas às 8h da manhã e ainda eram 6:30. ‘Ótimo vou ficar morrendo de fome’, fiz o caminho de volta no corredor e ao olhar pra umas das “salas” privativas vi um rapaz de costas sentado e um sofá tocando violão, aquilo me chamou atenção, não seria tão comum assim encontrar uma pessoa tocando à uma hora dessas, mas quando se fala em pessoas doidas tudo é possível. Entrei na sala devagar pra não assustar ele, algo me dizia que eu tinha que entrar, conhecia aqueles traços corporais de algum lugar, ele vestia um shorts listrado com uma camisa branca, toca preta, tinha os chinelos ao lado do sofá que estava sentado de pernas cruzadas e tocava uma melodia que eu conhecia só não identificava ela ainda. Aproximei-me mais ainda, puxei um banquinho e me sentei ouvindo o que ele tocava, assim que terminou levantei dando a volta e ficando parada ao lado dele. 

- Você toca muito bem! – disse e ele se assustou – Desculpa não foi minha intenção te assustar! – ele não disse nada, assim que ele ergueu a cabeça eu pude reconhecer realmente ele. ‘Meu Deus não creio’ era ele, o meu gordinho, o meu Luan bem na minha frente. – É…É…É…Luan? – #EuEmEstadoDeChoque
- Sim! – disse sorrindo. 
- Ai meu Deus! – enchi meus olhos de lagrimas. 
- Oh muié não chora não! – disse largando o violão e vindo pra mim e segurando em minhas mãos. 
- Ai… Jesus!…Minha…Nossa…Senhora…me…ajuda…– disse respirando forte e ele só fazia ir – Para de rir menino! 
- Uai tu que ta ai chamando o nome de tudo quanto é santo e eu que não posso rir! – se fez de ofendido. 
- Ah ta! Mas claro que vou chamar o nome de tudin, não é todo dia que eu encontro com o meu ídolos assim do nada! – disse sorrindo e apertando os dedinhos gordo dele, pra confirmar que realmente era ele ali na minha frente.
- Ce vai quebra meus dedo muié! - riu
- Desculpa! – disse soltando e tentei dar um passo pra trás e quase cai, mas ele me segurou. 
- Uou! Calma ai! – disse me trazendo pra mais perto e nossos olhos se encontraram, assim como nossos corpos, nariz e quase a boca – Pera ai! Esses olhos! 
- É…Lu..an…
- Diga! 
- Eu preciso ir! Da pra me soltar! – o ar estava faltando, ter ele tão perto assim estava me deixando fora de mim.
- Ah claro! – disse me soltando – É…
- Desculpa viu! Não queria te atrapalhar! – disse saindo. 
- Ei nega pêra ai! – parei e virei pra ele – Não tem o que se desculpar, faz parte! Mas vem cá! – me chamou com a mão e bateu no banquinho que eu estava sentada a pouco – Quero que oce escute uma moda que eu fiz! Quero uma opinião! Acabei de compor. 
- Oi? Não Gordo! – ele arregalou os olhos - Ops Luan, eu tenho que ir! 
- Por favorzinho! – ele disse sentando e me olhando.
- Tá vai! Não tenho como negar nada pra você mesmo! Ainda mais com essa cara! 
- Nada? – disse sorrindo pequeno e com as sobrancelhas levantadas.
- Oh não vem com coisa não que a gente acabou de se conhecer e você ta sendo um mau ídolo! – disse seria. 
- Mau? – ele disse assim que me sentei na sua frente. 
- É muito mau! Quase cai por culpa sua!
- Mas te salvei! 
- Não interessa! Mas não vem ao caso o que você ainda não fez! – cruzei os braços - Agora toca ai vai! 
- Oia alem de reclamona é folgada! To bem com você viu! – disse rindo e pegando o violão e começando a tocar “Eu não merecia isso”, assim que ele terminou não me veio outra pergunta na cabeça.
- Essa musica é pra Jade? – perguntei seria.
- Não muié! Por quê?
- Certeza? Absoluta? De verdade verdadeira?
- Claro! Porque seria? Jade e eu somos apenas amigos! 
- Pra mim não existe essa de amizade com ex, mas ta! Menos mal viu!
- Uai por quê? Ce não gostava dela? 
- Não! Meu santo não bate com o dela mesmo pela TV! 
- Mulheres! – ele riu – Depois ce me explica isso ai! – ‘Oi? Depois? Pera me deixa acertar os pontos ate aqui: Acabei de conhecer meu ídolo. Ponto. Nós quase nos beijamos. Uou pontasso, mas não é tão fácil assim seu Luan. Ele acabou de cantar uma musica exclusiva pra mim. Ponto, privilégio a gente vê por aqui. Mas porque ele ta confiando tanto em mim? Ele mal me conhece!’
Ele começou a tocar sinais, depois foi pra meteoro e assim foi, eu não queria sair dalí, mas eu precisava tinha que acordar as meninas e tomar café, ajeitar as coisas pra mais tarde. 
- Lu! - falei tocando o braço dele, enquanto ele brincava com algumas notas 
- Oi! 
- Já vou indo tá! - ele deu um meio sorriso. 
- Tá né! Ce vai pro show? 
- Não! - disse seria! 
- Porque não? 
- Não to afim! Já te vi então tá bom! - ele ficou me olhando sério - Zuera vou sim! Se eu não for as meninas me matam! 
- Meninas? 
- Sim! Depois te explico! Aposto que elas já acordaram! Que horas são? 
- 10:40 - ele respondeu olhando pro relógio no pulso. 
- Aposto que vai ter gente me esperando quando chegar no quarto! - ele riu - Vou indo! Até mais tarde! 
- Até nega! - sai correndinho e vi de relance ele me mandando beijos e voltando a mexer no violão.

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