16 de setembro de 2015

Capitulo 37

(Uma semana depois - Narração do Luan)
- Enfim de férias! Obrigada Senhor! - disse me jogando no sofá do camarim. 

- É Boi! Não é por nada não, mas tava querendo férias também! - Rober disse se jogando ao meu lado. 

- Quero ir pra casa, dormir até tarde, comer muito as comidas da Mamusca, perturbar a Pi, namorar muito a minha amora! – a vi entrando pela porta do camarim sorrindo acompanhada de alguém.
- E ai está você amor! 
- Tava te esperando! – levantei abraçando ela por trás. - E quem é essa princesa? 
- É a Thamy anjo, uma amiga e super, ultra mega fã sua! – ela disse sorrindo e a moça começou a se emocionar.
- Own neguinha vem cá! – a abracei, ela me apertou forte – Não aperta muito que ce faz eu ficar sem ar amor! – ela riu.
- Olha isso é pra você! – ela me entregou um bichinho de pelúcia verde.
- Não precisava amor! 
- Cala a boca que precisava sim! – ela disse me fazendo rir.
- Agora deu né Cueia, pode afastando! – Mary disse nos separando.
- Own Mary! – reclamou.
- Claro que deu, agora tem que me amar! – elas se abraçaram e ficaram viradas rindo pra mim.
- Fui trocado! – reclamei me fazendo de sério, o que bastou pras duas virem apertar minhas bochechas. Depois de muito conversarmos puxei Mary pra vã, porque se deixasse ela ficaria conversando o resto da vida com a Thamyzoca, ‘Sim já apelidei a menina’.
- Pra onde nós vamos anjo? – perguntou me fazendo deitar no colo dela, que logo iniciou a sessão cafuné do dia.
- Vamos pra casa amor pra gente descansar essa noite e daqui dois dias partiu Noronha! – disse sorrindo.
- Mas já? Ain chega meu coração ta palpitando! Olha! – pegou minha mão e colocou no seu peito, aproveitei e dei um apertão e ela bateu na minha mão.
- Só pra constar que tem gente na vã viu! – reclamou.
- Ninguém ta prestando atenção! – me virei e comecei a beijar a barriga dela.
- Luan aquieta o fogo ai, se não vou sair daqui! 
- Tá parei! – deitei de novo bufando – Não vai fazer cafuné? - perguntei e ela voltou, mas ficou calada e acabou pegando no sono assim como eu até chegarmos em casa.

(Narração Mary)
- Amor, amorzinho, gata, linda, meu love! – Luan me chamava e eu subia em disparada pro quarto dele. – O que ce tem? – perguntou sentando ao meu lado.

- Meus peitos doem, minha cabeça ta explodindo, meu corpo dói todo, e to com sono, basta isso pra você? 

- Eita que hoje ela ta o bicho! – saiu me deixando sozinha e acabei dormindo de roupa e tudo novamente. Senti ele tirando meus sapatos, minha calça, camisa e deitando ao meu lado e eu fui me aconcheguei nele.

- Eu te amo! – ele cochichou e dormiu.
‘Te dei o sol te dei o mar pra ganha teu coração você é raio de saudade meteoro da paixão’
Meu celular pra variar me acordou.
- Oi Helo! 
- Dinda! É…É…Eu to perdida! – ela disse agoniada.
- Como assim? Aonde tu ta? – sentei na cama e percebi que Luan não tava.
- Não sei aonde eu to! 
- Como não sabe Helo? 
- Não sabendo uai! Eu sai de ônibus pra ir te ver e acabei me perdendo.
- Oh criança, porque não me ligou antes!
- Não queria incomodar Dinda! Mas agora não to achando o ponto de ônibus, to numa rua vazia, não ta passando ninguém, to com medo! – ela disse começando a chorar.
- Calma amor, respira e me diz como é a rua? O que tem perto? A Dinda vai te buscar! 
- Dinda…Dinda…Tem um rapaz vindo e ele não ta com uma cara boa! – ela disse afobada
- Helo corre e não desliga o celular! – ouvi passos, uma voz de homem e ela gritava, até que ela parou e voltou a falar no telefone.
- Alô?! 
- Dinda? 
- Ain meu core! – respirei fundo – Aonde você ta? 
- Dinda eu preciso de você! – ela começou a chorar – É…É…Eu to numa lanchonete…Tem um viaduto na frente…E…E…muitos carros passando!
- Certo, não sai daí e nem desliga o celular!
- Tá..Não demora por favor! 
- Calma amor to indo! 
Levantei do jeito que eu tava mesmo, desci as escadas correndo, encontrei com Luan na sala quase dormindo no sofá vendo The Walking Dad.
- Levanta a bunda gorda daí Luan precisamos ir pegar a Helo!
- Uai, mas pra que esse desespero todo?
- Anda Luan que a menina ta perdida! – puxei ele pro carro e saímos do condomínio.
- Ocê sabe aonde ela ta? 
- Não! 
- E como tu me arrasta assim? Sem saber? 
- Ah Luan não enche, to preocupada com ela, ela disse que tem um viaduto grande e ta passando muitos carros.
- Ah grande informação, tem vários viadutos, é SP Mary! 
- Aaaaaaahhh Senhor me ajuda! – bati a cabaça no banco e as lagrimas caiam – Helo! – chamei no telefone
- Ce vocês pararem de discutir eu aceito demais! – ela disse até calma.
- Desculpa, mas precisamos de mais detalhes amor! 
- Ta deixa eu ver aqui, fora o viaduto, to vendo um condomínio grande, do lado direito só tem mato e pro outro lado também. Tem uma placa aqui dizendo: São Paulo a direita; Santos subindo o viaduto.
- Ela ta aqui perto, lembro dessa placa! – Luan disse dando partida no carro.
- A gente ta indo tá, não se preocupa que acredito que Luan sabe aonde você ta?
- Ta certo Dinda, a bateria do meu celular ta acabando, qualquer coisa arranjo um celular aqui! 
- Tudo bem, mas não desliga o celular até acabar a bateria.
E assim fomos Luan se perdeu umas 500 mil vezes por conta a teimosia dele, até que encontramos um local com as características que ela tinha descrito, desci correndo do carro, entrei na lanchonete e a vi lá sentada sozinha e de cabeça baixa.
- Afiada! – assim que ela me viu, veio correndo de braços abertos chorando.
- Dinda! – me apertou forte.
- Pestinha não me da mais sustos assim cria, quase que morro do coração! 
- Desculpa! É que queria fazer surpresa! – ela sorriu pequeno.
- Otima surpresa essa né?! – Luan apareceu – Vamos logo que já me reconheceram e você está só de pijama Mary e curto ainda! – ele disse bravo.
- Vamos! – concordei e seguimos pra casa. Chegando em casa Dona Mari ficou preocupada com a nossa saída repentina, dei uns puxão de orelhas básico na Helo sobre ela ter saído de casa assim na doida.
- Oh não briga, por favor! – pediu com uma carinha fofa – Eu trouxe presente pra tu! – sorriu
- Ihh ta andando muito com o Luan, achando que com presente me compra! – olhei pra ele que fez cara feia e eu ri.
- Não né, e não é chantagem! Abre! – falou empolgada.
Abri e na caixa tinha um vestido florido, com um buque de flores sortidas e um chapéu de palha com flores em cima, olhei pra ela que sorria boba.
- Não precisava criança! – beijei o rosto dela.
- Precisava sim! Pra você usar em uma ocasião muito especial! – sorriu sapeca.
- Porque eu acho que tu ta aprontando? 
- Quem? Eu? Eu sou uma santa Dinda, que isso! – se fez de ofendida.
- Sei santinha sei! – ri e fui experimentar a roupa que ficou com um caimento perfeito. Ficamos nos divertindo até altas horas, uma coisa que nem me toquei era que Helo tinha que ir embora, mas como já tava tarde demais, e a casa dela é tipo muito longe do condomínio do Luan, fiz aquela básica ligação pros pais dela que autorizaram ela a ficar, mas com varias recomendações pra mim e pra ela, Luan ficou aparentemente muito feliz por ela ficar conosco, coisa que me intrigava, não que ele não gostasse dela, mas depois da “noticia” de que ela ficaria ele meio que me deixou de lado e foi conversar com ela. ‘Não gente não to com ciúmes da Helo, mas como ela disse que veio pra fazer surpresa PRA MIM, deveria ter ficado comigo u.u’. O final da noite foi tranqüilo, fomos dormir “cedo” até.
- Dinda! Dinda! – ouvia alguém de longe me chamar – Dinda acorda, por favor! 
- Que foi guria? – ela estava bem próxima de mim.
- Vem Dinda tu precisa levantar tem uma coisa pra ti lá fora! – ela me puxava pra fora da cama.
- Não Helo, vai dormir guria e me deixa também! – reclamei deitando de novo e ela insistia em me cutucar – Caraio muié! – falei brava – Levantei fala o que ce quer? 
- É que…É que..
- Não gagueja não, desembucha logo! 
- Ó eu preciso que você vista o presente que eu te dei! – pediu com receio
- Não vou vestir não! Ta frio! 
- Facilita Mary é importante! – fui vestir mesmo contrariada
- Pronto chorona e agora? Fala logo que tenho que voltar a dormir! 
- Vem comigo! – me puxou pra fora do quarto, descemos as escadas rápido.
- Não puxa guria que vai me fazer cair! – reclamei 
- Olha fica aqui ta! Não sai daqui! – ela me deixou na porta da sala de costas pra cozinha e saiu. Fiquei ali igual dois de paus esperando, cochilando em pé, quando a porta abriu novamente e ela voltou carregando o mesmo buque de flores que ela me deu junto com o vestido entregou nas minhas mãos e me puxou pra fora de casa. Assim que sai me deparei com tudo cheio de pétalas de rosas vermelhas pelo caminho.
- Siga o caminho das Rosas! – ela disse emocionada – Te amo! – me abraçou.
- Mas..Mas
- Nada de “mas” Dinda apenas siga! – me empurrou e entrou de novo na casa. 
Segui o caminho as rosas receosa, o condômino estava vazio, o silencio reinava, um vento quente vinha em minha direção como se fosse alguém me guiando, olhei mais a frente e avistei uma menina chorando com um cartaz na mão, mas não tinha nada escrito, quando eu parei na sua frente ela sorriu, pude ver suas diversas pulseiras e uma camisa com uma foto do Luan e ela começou a ler.
- “Algumas pessoas fazem com que sua risada fique um pouco mais alta, o seu sorriso um pouco mais brilhante e sua vida um pouco melhor.” – sorriu – Siga o caminho e seja feliz com o meu anjo! 
Ela sorriu e apontou o caminho novamente, segui mais umas duas quadras e encontrei Betth parada com um vestido floral longo.
- “Algumas cicatrizes marcam a sua pele, outras, a sua alma.” – assim foi o seu olhar se encontrando com o meu, Te amo Luan! Seja feliz Mana! – ela me abraçou e me guiou até Kami.
- “Não existe nada melhor do que você saber que tem alguém que a milhares de quilômetros consegue te fazer sorrir.” Que cada dia mais um seja o motivo do sorriso do outro, que vocês sejam esse casal lindo e louco que são e não esqueça eu amo vocês! – me abraçou chorando – Manteiga derretida! – ela riu me apertando.
- Vocês vão me matar! – disse secando as lagrimas que insistiam em cair.
- Não vamos não! Agora vem que não terminou! 
- Não? – perguntei e elas me guiaram um pouco mais a frente nos encontrando com Carol, Helo, Thamy e Susan, as quatro estavam sorrindo, mas chorando ao mesmo tempo.
- Ai sua puta só tu pra me fazer chorar assim! – Thamy disse rindo e secando as lagrimas.
- Olha Dinda desculpa tá? – Helo disse me abraçando.
- Não precisa disso amor! Agora cadê ele? – perguntei olhando pros lados.
- Isso você só vai descobrir daqui a pouco! – Susan veio com um pano escuro nas mãos.
- Não! Não, pode parando Dona Su! – fui dando passos pra trás mas Betth e Kami me seguraram e ela me vendou – Isso vai ter volta suas coisas! – reclamei e só ouvi elas rindo.
- Bora Maria Reclamona! – Carol disse, senti mãos nas minhas costas e segui com elas, andamos andamos e andamos. 
- Já chegou? 
- Não! 
- Mas to com dor nas pernas e sono já! 
- Cala a boca e anda guria! 
- Vai te cata Kami, não foi você a acordada a essa hora! – terminei de falar e paramos.
- Pronto bocuda chegamos!! – fiz menção de tirar a venda mas elas gritaram juntas um “NÃÃÃÃÃOOO” que parei na hora. 
- Senta aqui! – Susan disse me puxando.
- Ai! – ri – É mole! 
- É um puf sua tonga! – Betth disse rindo.
- Ta e agora? Vou ficar que nem tonga esperando? Luan cadê você? Já pode dar o ar da graça criatura! – falei e nada, escutei som de passos se afastando e eu fiquei sozinha de novo, respirei fundo e senti um vento quente novamente tocar o meu rosto, mas esse mesmo vento me remeteu ao primeiro dia em que estava em Salvador para a turnê do Luan pelo nordeste, eu era apenas uma fã, que estava ali apenas pra observar ele, se emocionar e amar-lo ainda mais, mas tudo o que aconteceu de lá pra cá me impressionam, nunca imaginaria que isso se quer um dia fosse acontecer. Senti o perfume forte dele.
- Chegou né fio, tava na hora! – reclamei e quis me levantar, mas ele pôs a mão em meu ombro me fazendo sentar de novo – Ta já entendi! 
- Olha eu…- ele estava com a voz embargada – Eu não sei o que falar sobre voce, sabe tu me conquistou de uma forma que cara to arriado é isso to arriado! – ele riu e pegou nas minhas mãos – Mary…Mary… - não preciso dizer que já estava aos prantos com tudo, estava simplesmente tudo perfeito, cada detalhe, cada menina que teve, cada sorriso e abraço. Ele continuou agora tirando a minha venda e me olhando profundo nos olhos - É estranho, o coração acelera, as tristezas vão embora, os medos se perdem no caminho e o mundo parece ser um lugar perfeito. E para isso, não precisei nascer de novo, mudar de cidade, ir pra outro país. Simplesmente, precisei ver ocê. É quando ocê vai embora, quando ocê não está por perto, que eu pareço precisar mais de ocê. É sempre assim, ocê sai por aquela porta e meu coração grita, berra, pra você ficar. E eu posso dizer com todas as letras que te amo, te amo dormindo, acordada, com raiva, longe e perto, me abraçando ou me dando uns tapas, amo suas caretas, amo sua risada, amo seu jeito como trata minhas fãs mesmo elas não sabendo oficialmente da gente, mas isso mudará a partir de hoje! – ele ficou mais branco do que já é e eu chorando como sempre – É..É..Mary você aceita namorar comigo? Ser a mulher que me fará sorrir ainda mais? – pegou uma caixinha de veludo vermelha do bolso de trás da calça e abriu e nele tinha um anel lindo com um único brilhante. 

Fiquei se fala, completamente em choque.

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