24 de setembro de 2015

Capitulo 38

(Narração do Luan)
Programei tudo pro melhor pedido de namoro que eu já fiz em toda a minha vida, Rober e Bruna me ajudaram. Contactei todas as amigas dela mais próxima e contei sobre a minha ideia e elas já toparam na hora. Helo seria a cobaia pra dar início ao pedido, como eu sou uma pessoa que não gosta se irritar a Mary comecei por esse lado.
Tudo começou como o planejado Helo fez o seu falso “Perdida em SP” e Mary caiu, passamos o dia em casa, eu estava nervoso porque cada hora que passava eu ficava mais ansioso e com medo, sim com medo, vai que ela diz “Não?” ou que ela me deixa lá falando sozinho? Ou não diz que me ama também? Meu coração se partiria em mil, posso estar sendo exagerado, mas é isso que sinto quando penso que ela pode não aceitar. A noite veio e fomos “dormir” pela minha ansiedade não consegui dormir e desci pra ver como tudo estava andando. Bruna estava que nem louca organizando o local onde eu ficaria, nele continha um puf grande com uma toalha floral no chão, ao lado uma pequena mesa com algumas frutas e chocolates, isso estava em baixo de uma árvore grande que tem na parte do lago do condomínio, na árvore ela colocou muitas luzes, abajures em formato de coração, tava tudo perfeito . 

- O que você ta fazendo aqui Luan? Vai se arrumar menino vai! - ela me empurrou de volta pra casa. 

Chegando lá chamei Helo pra dar início a sessão “Acordar a Mary”, coisa difícil de fazer, me arrumei rápido e sai, indo direto pro meu posto esperá-la, cada minuto que passava meu estômago revirava, coração acelerava e por fim ela chegou reclamando e me chamando. Como ela estava linda com o presente que Helo e eu escolhemos, quando foi pra dar início ao pedido minha voz falhou, mas consegui e fiquei esperando ela responder.
- É você não vai dizer nada? – perguntei e ela meio que estava em transe, ficava me olhando e lagrimas saiam dos seus olhos sem parar – Mary? Ta tudo bem? – estralei os dedos na sua frente.
- Lu..Lu..Ain meu Deus! É isso mesmo? De verdade? 
- É sim meu anjo! Você aceita? 
- E você ainda tem duvidas? – me deu um leve tapa no braço – Claro que eu aceito, é o que eu mais quero na vida! – pulou em mim me abraçando fazendo eu cair com ela por cima de mim.
- Ufa! – comecei a rir.
- Olha… é eu aceito e tenho umas coisas pra te falar! – fiquei prestando atenção ao que ela dizia – Sabe quando nos esbarramos por aquele hotel eu não imaginava viver o que estou vivendo hoje ainda mais com você, e assim foi no seu olhar que eu encontrei refugio, foi no seu abraço que eu encontrava tudo que faltavam nas palavras. Cabia aquela saudade imensa que parecia me sufocar, todo o amor que hibernou dentro de mim por longos tempos eu pude expressar. Percebia cada dia mais que eu havia encontrado a minha metade, estava completa naqueles braços, nos seus braços. – respirou fundo secando algumas lagrimas - E eu agora eu posso afirmar pra quem quiser ouvir, EU TE AMO, sempre vou te amar até o final dos meus dias e não quero eu e você contra o mundo e sim, a favor dele. Que possamos torná-lo o nosso mundo. – ela me beijou e em meio às lagrimas dela e minhas, a apertei forte contra meu corpo não deixando ela se quer se mexer a quero assim pra sempre ao meu lado, corpos colados, isso que to vivendo, eu nunca me senti antes, tão amado, tão querido. Ouvi gritos e ela se escondeu no meu peito.
- Já pode sair de cima amor! – disse e ela saiu toda sem jeito, me ajudou a levantar, agradeceu as meninas pela participação e as expulsou na mais linda patada ‘a La Mary’. – Não precisava fazer isso! 
- Amor elas são de casa e entendem o meu lado, fizeram isso quando os meninos foram pedir elas em namoro e eu disse que ia ter volta! 
- Maléfica! 
- Sempre! – beijou meu pescoço. 
- Vem vamos comer! – a puxei e ficamos namorando mais um pouco ali, aproveitando cada detalhe que tinha sido preparado pra gente. 
- Dou mil beijos pelos seus pensamentos! – disse e ela sorriu.
- Só isso? Achei que eu valesse mais! 
- Claro que vale, mas isso é só pra descobrir apenas!
- Sei! Tava pensando em tudo, na minha vida, com vai ser daqui pra frente, se as meninas vão aceitar, como sua família vai reagir, porque só conheço teus pais, não que isso não seja necessário, mas me interessa saber do resto entende? Como vai ser minha rotina - respirou fundo – Tanta coisa! 
- Amor – a fiz virar de frente pra mim – Olha não pense nisso agora tá, vamos aproveitar o momento, depois pensamos juntos nisso ta bom? – ela apenas chacoalhou a cabeça concordando – Vem vamos pra casa que tu ta gelada demais e não pode ficar doente. 
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- Não acredito! 
- A casa é toda nossa amor! – disse observando tudo, a sala toda estava com velas em diversos lugares, com pétalas de rosas vermelhas pelo chão, a escada,o caminho para cozinha todo decorado com fotos nossas pelas paredes.
- Gostou? – a abracei por trás.
- Eu amei ta tudo perfeito! 
- Então vem que tem mais coisas pra nois. – a peguei no colo e subi as escadas, parei em frente à porta do meu quarto – Fecha os olhos! 
- Não! – reclamou
- Por favor! – e assim ela fez a coloquei na cama. 
- Já pode abrir?
- Não, só quando eu disser que pode! 
- O que ce ta aprontando hein? 
Fui até o banheiro tirei minha roupa, peguei umas comidas que a Pi deixou ali como o combinado e sai, sentei na cama e ela estava com a cara fechada, com raiva já. 
- Você fica tão linda com raiva! 
- Já posso abrir? 
- Pode! – quando ela abriu pude ver em seu olhar o susto de me ver quase nu e ver o quarto todo preparado pra gente, logo que nossos olhos se encontraram novamente, pude notar o que ela queria. Coloquei a bandeja no chão e iniciamos uma sessão de quem provocava mais no beijo, intensificando para passadas de mão em todos os cantos de nossos corpos.
- Eu te amo! 
- Eu te amo mais! – ela disse me fazendo ficar por de baixo dela – Obrigada por você ter entrado na minha vida! – me beijou – E quero mais e mais momentos assim com você! 
- E você terá meu amor! 
E ali nos amamos mais intensamente, agora como namorados, futuros noivos e marido e mulher, porque se depender de mim é isso que seremos daqui uns anos. Pode parecer precipitado, mas é o que eu sinto.

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