10 de dezembro de 2015

Capitulo 47

(Narração Lucas)

Eu estava agoniado Kami tinha saído para ir na casa da Mary após a noticia bombástica que passara na TV e me prometera voltar logo, coisa que eu duvidava muito, porque quando elas pegam pra conversar demora horas e horas, iria leva-la para jantar, iria pedi-la em casamento, a dias vem queimando um amor no meu coração e quero que isso dure pra vida toda, com ela do meu lado, tinha que ser ela, porque só ela me fazia me sentir completo, realizado, o sorriso dela me derretia a cada dia mais. Meu celular começou a tocar e estranhei ao ver o numero da casa do Luan no visor.
- Fala Boi!
- E ai blz?
- Tudo certo! Kami ainda ta ai?
- Ta Boi e é por isso que eu to ligando...- o telefone ficou mudo
- Luan?! - Põe as pernas dela pra cima, ouvi a voz de Mary brigando com ele.
- É...Boi a Kami ela...Ela...Ela desmaiou...
Não precisou ele terminar a frase, deliguei o telefone e sai correndo, em menos de 30 minutos eu estava entrando feito louco na casa deles. Chamei, gritei e enfim encontrei ela pálida em cima de uma cama, meu coração gelou na hora. Mary falou alguma coisa sobre ir na farmácia, mas estava preocupado demais em cuidar da Kami que nem vi.
- Como você se sente? 
- Eu to enjoada Lucas, com dor de cabeça, muita informação pra um dia só! - ela suspirou pesado.
- Calma amor, deixa só a Mary voltar que vamos pra casa tá? - planos indo de volta para a caixinha "Droga" 
Mary voltou e começou uma discussão sobre teste de gravidez, Kami foi fazer e depois de uns 10 minutos saiu em disparada da casa. Estava perdido, não sabia se ficava ou se ia atrás dela, toda essa historia estava me deixando mais perturbado do que já sou. 
- Ela ta gravida! Deu dois risquinhos! - Mary falou alto.
- C-Como? 
- É Cu, ela ta gravida! Ai Deus ao menos uma noticia boa! - ela sorriu e me abraçou - Vai atrás dela tongo! - ela me empurrava pra fora da casa. Sai correndo feito louco, afinal pra onde ela iria? 


'Eu amo o lago daqui' - Kamile Voice's 



- O lago! - sai correndo até lá, por sorte ela não tinha chego lá ainda, agarrei ela que estava aos prantos - Eu te amo! Eu te amo! Você é a melhor pessoa que entrou na minha vida! - beijei ela - Eu estou muito feliz, obrigada por me fazer o homem mais feliz do mundo! Abra os olhos! - pedi 

- Mas Lucas....A gente não...
- Não termine a frase eu sei o que você vai falar, que não vamos ter tempo, que sua carreira est´pa iniciando, e tudo mais eu sei! 
- Se você sabe o que vamos fazer agora? - me olhou triste. 
- Vamos fazer o que devemos fazer, eu vou cuidar de você e dos nossos filhos! 
- Lucas eu sou muito nova pra ser mãe, eu...eu...eu...
- Kamile! Olha pra mim e vê se eu estou seguro, não estou amor! Então confia me mim tá? Nós dois juntos vamos resolver isso ok?! - ela assentiu sequei as lagrimas que insistiam em cair dos seus olhos. 
- Ai estão vocês! É difícil acompanhar teu ritmo Cu! - Mary apareceu junto com Luan - Você esqueceu isso! - ela me entregou uma caixinha vermelha. 
- Mas eu...eu trouxe isso? 
- É...digamos que eu peguei no seu carro! - ela sorriu arteira. 
- Obrigado! - sorri de volta pegando a caixinha, o olhar que Kami me deu foi de panico e me ajoelhei - Olha eu..eu ia fazer isso bonitinho no jantar de hoje a noite, mas mudanças de planos acontecem...e...
- Me diz que você não vai fazer isso? - suplicou com a voz rouca.
- Sabe Kami o amor as vezes pega a gente desprevenido, de calça curta mesmo, e foi assim que o meu amor veio através dos seus olhos. Quanto mais eu convivo com você, quanto mais eu vejo a mulher que é eu me apaixono cada dia mais, e sabe eu quero muito você do meu lado, quero muito poder compartilhar muito mais do que parceria de trabalho, quero que...que...que você seja minha esposa, quero que possamos chorar e sorris em questão de segundos, que eu seja o seu bote salva-vidas, que esses filhos que estão vindo! - coloquei a mão na barriga dela - Eles estão vindo para nos unir mais...Então você aceita se casar comigo? 
- Eu...eu...eu não...
- NÃO? - meu coração apertou.
- Lucas entenda...
- Não eu não entendo, eu...eu abro meu coração pra você, falo tudo o que está no fundo do meu coração e você me diz não?
- Lucas por favor...- pavor tinha no olhar dela.
- Não Kamile, você acabou de quebrar meu coração em minúsculos pedaços, eu...eu esperava tudo, que você saísse correndo, eu juro que entenderia, mas isso....
- LUCAS PARA! - ela me puxou e me deu um beijo quente e desesperado - Eu aceito...Eu aceito...Eu..eu só não esperava, só não.... não sei o que fazer, não sei o que sentir, não sei como chorar, não sei o porque, mas por favor não vai embora. Não me deixa, não abandona a gente! - ela pegou minha mão e colocou na barriga dela - Por favor, eu preciso de você, do seu cheiro, do seu abraço, eu preciso do seu coração, eu aceito sei sua esposa, mulher, sua amante de todas as noites, eu aceito meu amor tudo o que você tem pra me oferecer! - ela estava chorando, odiava a ver chorar a unica coisa que eu podia fazer era beija-la, enxugar suas lagrimas com beijos.

9 de dezembro de 2015

Capitulo 46

"Namorada de Luan Santana agride homem desconhecido em restaurante da grande São Paulo" 

"Cuidado fãs de Luan Santana, o temperamento da jovem namorada dele é instável, se mantenham longe dela"

TV Fama
"Ok! Ok! Parece que a mais nova namorada de Luan Santana, a Mary Cunha é agressiva, mas não pro outro lado! - risos - na madrugada de hoje ela pulou no pescoço de um rapaz em um restaurante japonês, conseguimos uma entrevista exclusiva com ele, roda! 
- Moço...Moço.... - a repórter corria atrás dele que xingava em voz alta - Qual o motivo da Mary ter partido pra cima de você? 
- Qual o motivo? Simplesmente porque ela é louca! 
- Com quais provas você afirma isso? 
- Moça eu estava fazendo uma surpresa pra ela, somos amigos de infancia e ela me trata assim? Filma aqui, olha meu rosto, meu pescoço, você acha mesmo que eu - fez cara de cachorro pidão - faria algum mal pra ela? - a reporter olhou de cima a baixo o rapaz 
- Ok obrigada pelas informações, bom é isso Amarildo, parece mesmo que Mary é um tanto temperamental..." 

(Narração Kamile)

- MAS QUE PORRA É ESSA? LUCAS VEM CÁ! - ele veio correndo da cozinha
- O que foi? Tu ta passando mal?
- Não, olha a tv! - ele ficou parado leu e olhou assustado para mim.
- O que será que rolou?
- Não sei, mas pra ela ter chegado a essa ponto algo muito sério deve ta rolando!
- Melhor ligar pra ela! - aconselhou ele voltando pra cozinha, ele estava preparando o nosso café da manhã. Peguei o telefone e liguei para ela, chamou e caiu na caixa postal umas 4 vezes, tentei o celular do Luan, mas nada revis. Liguei pra Dona Mari e eles estavam em Manaus, Bruna estava em Campo Grande. "Ótimo, ninguém em casa e eu preocupada!"

...

Parei na frente do condomínio do Luan e só tinha repórter na entrada, parei falei com o porteiro que me fez um monte de perguntas.
- Moço eu sou amiga da família, não sou fã e nem uma louca ok?!
- Moça eu não tenho autorização pra te deixar entrar! - ele retrucou, o que fez meu sangue ferver.
- Caspita! Faz assim, liga na casa e fala que a cunhada da Mary ta aqui pronto! - nesse momento os reportes olharam pra mim e vieram como um leão em cima da presa.

'Cunhada? Você é irmã a Mary?

'O que você tem a dizer sobre o Carlos? Ela odeia ele?

'Porque ela agrediu ele? O que você tem a dizer sobre isso?

- Eu não tenho nada o que falar sobre isso! Agora se me dão licença eu tenho mais o que fazer! - dei partida no carro assim que o portão se abriu por completo. A casa deles parecia mais longe do que realmente era, estacionei na frente, desci do carro e mesmo antes de apertar a campanhia ela já abriu a porta e me agarrou.
- Ei calma!
- Como tu sabia que eu precisava de você sua puta?
- Eu te conheço Mana! - ela riu e me apertou mais - Vai me sufocar vaca, vamos entrar você está gelada! - entramos e coloquei Mary sentada no sofá - Cadê o Luan?
- Ele foi ao mercado comprar umas coisas pra gente comer!
- Como você ta?
- Adivinha! - respirou fundo - Péssima, com raiva, triste, aborrecida, chateada e com o coração partido!
- Own amiga! - puxei ela pra um abraço - Não se sinta assim, não sei o porque de você ter pulado no pescoço daquele homem, mas eu sei que tem um bom porque disso.
- Eu nunca te contei né?
- Não! - falei e saiu um tanto triste, mais do que eu queria.
- Eu e o Carlos, esse é o nome da peste nós....
Ela me contou tudo o que aconteceu nos mínimos detalhes, eu fiquei horrorizada a principio depois choramos juntas, era muito sofrimento pra uma pessoa só, quando demos conta Luan tinha voltado e estava ao nosso lado dando todo o apoio que ela precisava.
- Olha não sei se viu os jornais e programas de fofoca, mas é só isso que dá!
- Hã? Serio? - ela levantou nervosa - Mas como? Eu nem sou uma figura publica!
- Miga! - apontei pro Luan e ela lincou o porque - Mas não se preocupe, tomei a liberdade de ligar na Central e pedir pras meninas cuidarem disso pra vocês!
- Não, elas não vão se meter nisso, já tem gente envolvida e sabendo de muita coisa já! Luan liga na Central e pede pra elas não moverem uma palha! - do nada ela saiu de uma menina perdida e chorona, pra uma mulher autoritária e confiante.
- Teimosia! - falamos juntos eu e Luan.
- Pequena você tem certeza? Elas podem ajudar, você ta com muita coisa na cabeça!
- Não Luan, já disse!
- Mana vai com calma, é necessário ajuda nesses casos! Ainda mais ele sendo perigoso como você mesma falou!
-  Amiga vai por mim, quanto menos pessoas envolvidas melhor! - ela pegou o telefone e saiu falando em espanhol com alguém.
- O que deu nela? - Luan perguntou confuso.
- Eu é que sei? A namorada é tua! - ri e ele chacoalhou a cabeça rindo também.
- Olha eu vou indo, porque vou jantar com Lucas, mas qualquer coisa me chama ta? Não precisa ter vergonha, essa dai é turrona, mas eu sei dobrar ela!
- Eu também sei, mas é bom um apoio de vez em quando! - ele riu - Mas pode deixar Kamizoca, que se eu precisar eu chamo, mas vai lá que Boi deve ta subindo pelas paredes! - dei um tapa no seu braço e depois nos despedimos com um abraço, fui em direção a porta.
- Manda beijo pra... - e tudo ficou preto.

...

- Kami! Mana pelo amor de Deus...Acorda....Kami...Põe isso pra ela cheirar!
- Argh tira isso daqui! - levantei reclamando do cheiro forte de perfume do Luan
- Graças a Deus!
- O que foi que houve? E que cheiro ruim é esse?
- Você desmaiou coisa! - Mary brigou
- Mas...
- Por mais de meia hora! - completou Luan.
- KAMI...KAMI...MEU AMOR ONDE VOCÊ TA? - ouvi Lucas gritando 
- AQUI BOI! NO QUARTO! - e lá veio ele todo preocupado. 
- Meu amor o que foi que aconteceu?
- Ela desmaiou Cu!
- Mas ela se alimentou direito, ela saiu comida de casa! - ele me olhou safado.
- Ok! Eu não precisava saber disso, enfim vou na farmácia, já volto!
- Fazer o que mesmo? - perguntei nervosa.
- Comprar umas coisas! Não saia com ela daqui Lucas! - la se foi Mary porta a fora com Luan atrás dela, ouvi algo sobre teste de gravidez.
"Hã? Eu gravida? Não...Não podia ser, mas como assim?" 
Em poucos minutos ela voltou com mais de 10 testes de gravidez.
- Eu não vou fazer teste nenhum! 
- Mana faz por favor, temos notado você diferente durante uns dias! 
- Hã? Temos? 
- É amor temos! - Lucas falou - Tu sabe que eu converso com a Mary e comentei com ela que tu ta mais nervosa, muito mais de quando ta de TPM, muda de choro pra riso do nada..
- Mas como assim? 
- E você ta mais cheiinha amiga! 
- Cheiinha vai ser minha mão na sua cara Mary! 
- Uou sem agressões! Só faz o teste, o que tem demais? 
- EU NÃO TO GRÁVIDA! - e ela me esticou dois testes, levantei com raiva e fui para o banheiro,tentei relaxar e fiz o teste. - Mary trás outro! - pedi e ele me deu a sacola todinha, fiz mais uns 9 testes e sai do banheiro. 
- E ai? - Mary perguntou ansiosa, entreguei os testes pra ela e sai correndo, eu precisava sair dali, a pressão, a preocupação. "Dois riscos, dois riscos no teste" era isso que pairava na minha cabeça, claro que eu sabia o que significava, mas "E como tudo ficaria? Lucas aceitaria? E minha carreira? Lutei tanto pra conseguir chegar aonde estou e a interromper por causa de uma gravidez? Gravidez! GRAVIDA meu sub consciente gritava feliz", mas meu rosto não estava, lagrimas caiam sem parar. Senti os braços dele me agarrar por trás, ele falava alguma coisa que não entendi.

3 de dezembro de 2015

Capitulo 45

(Narração do Luan)

- Opa desculpa! - bati em alguém na entrada do banheiro que nem se quer olhou pra trás. 
Estava lavando minhas mãos quando ouvi uma gritaria e a voz da Mary ecoou pelo banheiro, sai rápido e a vi pulando em cima de um rapaz e eles caíram com tudo no chão, o casal que nós a pouco tínhamos conversado olharam pra mim assustados, Pedrinho começou a chorar desesperado, as pessoas do restaurante se aglomeravam em volta dela que não parava de socar o rapaz, sendo que o mesmo não fazia absolutamente nada para se defender. 
- Mary! - puxava ela - Mary por favor para com isso?! - ela não soltava por nada. 
- Seu desgraçado quem você pensa que é pra vir me perturbar de novo hein? 
- Amor não faz assim que eu gamo mais! - o rapaz disse rindo 
- Seu cretino, você vai aprender a nunca mais aparecer na minha frente! - ela tirou o salto e foi pra dar nos olhos do rapaz, segurei a mão dela firme. 
- MARY PARA! - ela travou e me olhou, seus olhos transpassavam raiva, ódio, tristeza, dor. - Por favor! - cochichei e ela soltou o sapato, levantou rápido de cima do rapaz e me abraçou forte! 
- Desculpa! - ela cochichava chorando. 
- Ta tudo bem, eu to aqui minha pequena! - apertava ela contra mim. 
- Amorzinho você está bem? Ficar abraçando estranhos é errado! - o rapaz insistia em se dirigir a ela. 
- Metri tira esse homem daqui, ele já fez algazarra demais por hoje! 
- Eu?! hahaha Eu não fiz nada ô cantorzinho de merda! - aquilo me veio como um soco. 
- Pequena desce! - pedi e Mary me soltou, mas ela tomou a minha frente me segurando. 
- Deixa que eu resolvo! - secou as lagrimas, colocou o salto novamente, me deu um beijo e chegou bem perto dele - Eu já te disse Carlos, a gente nunca existiu e nunca vai existir, some da minha vida de uma vez por todas! 
- Você vai trocar uma vida segura ao meu lado, pra ficar com ele? Esse cantorzinho de merda, vesgo que não tem nada a te oferecer a não ser chifres e uma vida falsa? 
- Ele não tem nada a me ofercer? - ela me segurou novemente - Luan não! - pediu e eu voltei, coloquei as minhas mãos na cintura dela como sinal de apoio - E por um acaso você tem? 
- Claro que tenho! Muito amor, uma casa, carro, carinho! Você sabe que eu te amo Maryzinha! - ele foi pra tocar em seu rosto e ela com um tapa rápido tirou a mão dele - Você sabe que isso só me atrai mais, você toda arisca assim! 
- Olha vou te falar pelo ultima vez, SOME DA MINHA VIDA! - apontou o dedo na cara dele - Você nunca vai me ter ao seu lado de novo sabe porque? Porque você não é um homem digno de ter mulher nenhuma ao seu lado, agressivo, possessivo, você acha que com dinheiro me compra? Que casa, carro, prédios empresariais e o caraio a quatro que tu tem vai me fazer ficar com você? Nunca...NUNCA... Entendeu? Quer que eu soletre? N-U-N-C-A eu vou voltar a gostar de ti, agora sai daqui antes que eu parta a tua cara ao meio! - ela fez sinal pros seguranças, que retiraram ele aos solavancos do restaurante. 
- MARY VOCÊ VAI SE ARREPENDER POR ISSO! ESPERA SÓ QUE VOCÊ E ESSE CANTORZINHO VÃO ME PAGAR BEM CARO! - o tal de Carlos gritava da porta do restaurante. 
Ela ainda estava parada na minha frente, estagnada, não se mexia por nada, respiração fraca e curta. 
- Pequena?

(Narração Mary)
- Pequena? - ouvia longe Luan me chamar, meu corpo estava rigido a qualquer movimento. "Como que ele tinha ainda controle sobre as minhas atitudes? Faz tanto tempo, mas mesmo assim ele domina e me atinge de uma forma que eu me transformo". - Mary? - senti Luan me abraçar por trás - Vamos pra casa? - apenas assenti com a cabeça e saímos com ele me carregando praticamente. Fomos o caminho pra casa em silencio total, Luan não fez nenhuma pergunta para a minha alegria, pelo contrario, foi o caminho todo me acariciando e falando que me amava, chegamos em casa e eu subi direto pro quarto dele e me joguei na cama me encolhendo próximo a parede, e ali chorei tudo que tava engasgado, por varias vezes ele me chamou e tentou me tirar da minha bolha, mas nada feito. Depois de um tempo eu adormeci.
- Mary? Pequena? Vamos acordar? - abri os olhos e lá estava ele só de cueca e boné, me olhando preocupado e com uma bandeja na mão. 
- Oi! - respondi com um sorriso seco.
- Ó trouxe uns trem procê come! 
- É...Legal...Mas...Eu...Não to com fome! 
- Ihh procê num ta com fome alguma coisa tem! - ele disse largando a bandeja de lado e sentando na minha frente - Que cê tem? Tem haver com aquele homem ainda né? 
- Já ta aprendendo a me decifrar é? 
- Não - ele sorriu - É por conta da onça que cê virou mesmo! 
- Ver o Carlos novamente não me fez e nem faz bem... 
- Mas o que ele te fez de tão ruim pra você virar uma fera pra cima dele?...Eu...nunca pensei que veria você daquela forma! - ele falou com um medo na voz e isso fez meu coração apertar. 
- Me desculpa tá?! - acariciei a bochecha dele - Eu não sei o que me deu na hora! Só sei que quando me dei conta eu estava em cima dele e você apareceu de volta! 
- Não tem com o que se desculpar, mas me conta o que tão grave ele fez pra acontecer isso?! 
- Nós namoramos durante a minha pré-adolescência e adolescência, no inicio era tudo flores, ele vivia lá em casa e eu na dele, eramos mais amigos do que namorados mesmo. Sendo que conforme fomos crescendo ele foi querendo coisas a mais se você me entende! - ele apenas chacoalhou a cabeça concordando - Ai teve uma vez ... que... - me lembrar disso me machuca demais.
- Ele fez o que? - perguntou ele curioso.
- Ele tentou abusar de mim, foi isso - respirei fundo segurando o choro - de todas as formas que ele poderia ter tentado ele fez a pior, me levou para um passeio na cachoeira na serra, uma coisa que eu amo fazer...Estava indo tudo normal, brincadeiras, um por do sol maravilhoso, jantamos e eu já estava dormindo quando ele fez a primeira tentativa, sendo que recusei, ele ficou bravo dizendo que eu não amava ele, mas me mantive firme, dormi de novo, e ele tentou novamente, sendo que dessa vez ele estava bêbado...eu...eu consegui fugir dele e..e...- comecei a chorar. 
- Pronto, pronto...Xiiiiiuuuu....Não precisa falar mais! - ele me abraçou forte e eu desabei a chorar.